Pesquisa: Mais de 90% dos entrevistados avaliam que conflito entre EUA, Israel e Irã expõe declínio da influência de Washington
A pesquisa foi publicada nas plataformas da CGTN em inglês, espanhol, francês, árabe e russo, com a participação de 9.849 internautas de todo o mundo
CGTN – Com a formalização de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que já dura mais de três meses, finalmente começa a dar sinais de arrefecimento. De acordo com uma pesquisa online global conduzida pela CGTN, 90,8% dos entrevistados acreditam que o governo dos EUA falhou em alcançar seus objetivos estratégicos e, em vez disso, a crise apenas expôs ainda mais a realidade do declínio contínuo de sua influência estratégica no mundo.
No início do conflito, os Estados Unidos buscavam manter sua dominância regional com investimentos limitados e remodelar a ordem no Oriente Médio por meio da dissuasão militar. No entanto, após o objetivo fundamental de derrubar rapidamente o regime iraniano se mostrar inatingível, Washington perdeu gradualmente o controle sobre o processo de encerramento do conflito. Um total de 89,1% dos participantes concordou com essa avaliação, enquanto 93,4% acreditam que a crise acelera ainda mais a perda de influência estadunidense no Oriente Médio.
92,5% dos entrevistados avaliam que intervenções militares rápidas e pontuais, somadas à coerção econômica, tornaram-se os principais meios pelos quais os EUA buscam sustentar sua hegemonia gastando relativamente pouco. Além disso, 89% consideram que a essência dessa abordagem hegemônica de "baixo custo" consiste em transferir o custo para seus aliados e países-alvo enquanto retém o controle estratégico — uma prática que prejudica os interesses de seus próprios parceiros.
De fato, o conflito forçou os Estados Unidos a pagar um preço alto por sua postura hegemônica. Após a eclosão das tensões, o preço médio da gasolina no país disparou 35% em apenas um mês, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos EUA registrou, em março, sua maior alta em quase quatro anos. Para 91,7% dos entrevistados, o conflito teve um impacto significativo na economia estadunidense.
Simultaneamente, o engajamento militar prolongado minou a confiança dos aliados nas garantias estratégicas de Washington, o que ficou evidente com a recusa de vários parceiros em fornecer apoio militar durante os confrontos. Um total de 86,2% das pessoas ouvidas acredita que esse cenário expôs a fragilidade da rede global de alianças dos Estados Unidos e evidenciou o real enfraquecimento do seu poder de influência.
A pesquisa foi publicada nas plataformas da CGTN em inglês, espanhol, francês, árabe e russo, com a participação de 9.849 internautas de todo o mundo ao longo de 24 horas.
Fonte: CMG
