HOME > China

Porque a Organização Mundial de Dados foi criada em Beijing?

O presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de congratulações ao evento

Porque a Organização Mundial de Dados foi criada em Beijing? (Foto: CGTN)

CGTN – O mundo de hoje avança rapidamente em direção à era inteligente, e a importância dos dados ganha cada vez mais destaque. Há quem os compare ao “quinto fator de produção” e ao 'petróleo da era industrial', diante do papel central que desempenha no desenvolvimento econômico.

Nesse contexto, a Organização Mundial de Dados (WDO, na sigla em inglês) foi criada em Beijing no dia 30 de março. Como a primeira organização internacional dedicada à promoção do desenvolvimento e da governança de dados, a WDO já  reúne cerca de 200 membros de mais de 40 países.

O presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de congratulações ao evento, na qual destacou que a China, com base na consulta mútua, construção conjunta e compartilhamento de resultados, apoiará a entidade no cumprimento de suas funções e atuará com outras partes para avançar na formulação de regras de governança de dados.

Xi Jinping também ressaltou a importância de estimular a inovação em tecnologias digitais e inteligentes, além de promover o fluxo seguro e ordenado de dados e seu uso eficiente, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento saudável da economia digital global e ampliar seus benefícios para os povos.

Por que a WDO escolheu a capital chinesa como sede? O professor da Universidade de Beijing, Qiu Zeqi, afirmou que, anteriormente, faltava uma instituição coordenadora em nível internacional voltada à governança de dados. Sob a iniciativa da China, foi criada a Organização Mundial de Dados, com sede em Beijing, o que reforça o papel do país como uma grande potência na área de dados.

Essa organização oferece uma plataforma importante para aprofundar a cooperação internacional em dados e aperfeiçoar a governança global nesse campo. Espera-se que os países consigam resolver problemas decorrentes de políticas de dados divergentes por meio da cooperação e coordenação, promovendo a quebra de monopólios de dados, facilitando sua circulação, reduzindo a lacuna digital, fortalecendo a economia digital e ampliando a capacidade de desenvolvimento dos países do Sul Global.

Analistas apontam que isso não apenas reconhece o desenvolvimento e o nível de gestão de dados da China, mas também atende às expectativas da comunidade internacional.

Segundo projeções do International Data Group (IDG), em 2025 o volume total de dados da China representou 27,8% do total mundial, ocupando o primeiro lugar no ranking global. O tamanho da economia digital do país tem se mantido em segundo lugar no mundo por vários anos consecutivos. Até o final de 2025, a quantidade de internautas na China atingiu 1,125 bilhão, mantendo-se como o maior do mundo.

Ao mesmo tempo, a infraestrutura digital e os cenários de aplicação da China estão na vanguarda mundial. O país também é um dos primeiros a promover a comercialização dos dados como fator produtivo, além de ter promulgado e implementado leis como a Lei de Segurança Cibernética e a Lei de Segurança de Dados, acumulando experiências relevantes no desenvolvimento e na proteção de dados, que podem ser compartilhadas globalmente.

Fonte: CMG