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Provocação do Japão na questão de Taiwan resultará em danos para si próprio

O princípio de Uma Só China é a base política das relações sino-japonesas e o consenso estabelecido nos quatro documentos políticos entre os dois países

Provocação do Japão na questão de Taiwan resultará em danos para si próprio (Foto: CGTN)

CGTN – No último dia 17, o destróier japonês JS Ikazuchi atravessou o Estreito de Taiwan, em uma viagem que durou cerca de 14 horas. Não se tratou de uma suposta “navegação livre”, mas de uma provocação deliberada por parte do Japão, que renega os compromissos assumidos após a Segunda Guerra Mundial, desafia os fundamentos políticos das relações sino-japonesas e acelera o avanço do “novo militarismo”.

Após as declarações equivocadas da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre Taiwan, essa ação expôs mais uma vez as tentativas das forças de direita japonesas de intervir militarmente nos assuntos do Estreito de Taiwan e de destruir a paz e a estabilidade na região. As Forças Armadas da China já tomaram as medidas cabíveis conforme a lei e os regulamentos, e a China apresentou um protesto formal e veemente ao lado japonês.

O princípio de Uma Só China é a base política das relações sino-japonesas e o consenso estabelecido nos quatro documentos políticos entre os dois países. No entanto, uma série de incidentes demonstra que o governo japonês tem renegado seus compromissos em relação à questão de Taiwan, abalando gravemente a base política do relacionamento China-Japão, e que o “novo militarismo” japonês vem ressurgindo de forma abrangente.

Provocação do Japão na questão de Taiwan resultará em danos para si próprio

Em comparação com a guerra de agressão abertamente declarada durante a Segunda Guerra Mundial, embora o “novo militarismo” se apresente sob a bandeira de “buscar a normalização do país”, sua essência é a mesma: exaltar o fortalecimento e a expansão das forças armadas e buscar a expansão militar. Hoje, essa ideologia de expansão militar já se infiltrou em todas as esferas da sociedade japonesa, representando uma ameaça real para a região Ásia-Pacífico.

A história é o melhor remédio para a lucidez. Há mais de 80 anos, o militarismo japonês desencadeou uma guerra de agressão, trazendo uma catástrofe para os povos da Ásia. Hoje, o “novo militarismo” japonês retoma o caminho antigo; em essência, trata-se de repetir os erros do passado, o que está fadado ao fracasso. Diante dessa ameaça real, a comunidade internacional não pode, de forma alguma, ficar de braços cruzados ou tolerar e encorajar tal atitude.

A China, como grande país responsável, possui firme determinação, plena confiança e capacidade suficiente para defender a soberania nacional e a integridade territorial. Se o lado japonês se recusar a se arrepender e continuar cometendo erros, a China tomará todas as medidas necessárias para esmagar com firmeza qualquer tentativa de interferência nos assuntos do Estreito de Taiwan e salvaguardar a paz e a estabilidade da região.

O lado japonês deve ficar ciente de que provocar conflitos no Estreito de Taiwan é criar problemas para si mesmo, o que inevitavelmente resultará em danos para si próprio!

Fonte: CMG