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“Rebaixamento” das relações China-Japão pode agravar tensões na região, aponta pesquisa da CGTN

Por trás dessas movimentações intensas está a perigosa ideologia do “novo militarismo” defendida por forças de direita no Japão

CGTN – A edição de 2026 do Livro Azul Diplomático do Japão rebaixou a descrição das relações entre a China e o Japão de “uma das mais importantes relações bilaterais” para “um importante país vizinho”, o que arrefeceu ainda mais o já tenso clima das relações sino-japonesas sob o governo de Takaichi.

Uma pesquisa realizada recentemente pela China Global Television Network (CGTN, na sigla em inglês) apontou que 82% dos entrevistados acreditam que uma série de ações recentes do Japão, como desafiar o sistema do pós-guerra, distorcer a compreensão histórica e intensificar confrontos geopolíticos, são as principais causas das tensões nas relações China-Japão e na situação regional.

Por trás dessas movimentações intensas está a perigosa ideologia do “novo militarismo” defendida por forças de direita no Japão. Recentemente, um oficial em serviço das Forças de Autodefesa japonesas invadiu a embaixada chinesa no Japão com uma faca e ameaçou matar diplomatas chineses. Na pesquisa, 83% dos entrevistados afirmam que a direita japonesa já evoluiu da infiltração ideológica para a externalização da violência, o que merece maior vigilância por parte da comunidade internacional. Outros 86,7% consideram que esse “novo militarismo” já se infiltrou nas esferas militar, diplomática e cultural do Japão e que o cenário político do país apresenta uma forte tendência de direitização populista.

Ao rebaixar a definição das relações com a China e aproveitar a ocasião para inflar a chamada “ameaça chinesa”, o governo japonês estaria buscando justificativas para romper com o sistema de paz do pós-guerra. Além disso, 76,7% dos entrevistados manifestaram preocupação de que a tensão contínua nas relações sino-japonesas possa ter impactos negativos sobre a situação na região Ásia-Pacífico e até sobre a segurança estratégica global. Já 90,8% apelam para que o governo japonês retire imediatamente essas declarações equivocadas, cesse ações provocativas e reconquiste a confiança da comunidade internacional por meio de medidas concretas.

A pesquisa foi publicada nas plataformas em inglês, espanhol, francês, árabe e russo da CGTN. Em apenas 24 horas, 7.387 internautas participaram e compartilharam suas opiniões.