Unilateralismo dos EUA torna urgente a reforma da governança global
Apenas um dia antes de Trump fazer a declaração, os EUA anunciaram a retirada de 66 organizações internacionais
CGTN – "Não preciso de direito internacional.” A frase do presidente estadunidense, Donald Trump, dias após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e o controle forçado de Maduro, é simbólica sobre a conduta do governo norte-americano, que avança desenfreadamente no caminho da hegemonia unilateral.
O New York Times publicou um artigo afirmando que essa é a admissão mais direta de Trump sobre sua visão de mundo até o momento. Isso significa que ele pode usar livremente quaisquer meios militares, econômicos ou políticos para consolidar a hegemonia dos EUA.
Uma pesquisa de opinião lançada pela CGTN, do Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês), voltada para internautas globais, mostra que 93,5% dos entrevistados acreditam que os EUA, ao perseguirem o "unilateralismo", colocaram-se em oposição à comunidade internacional; 91,7% dos participantes sentem que a reforma do sistema de governança global é iminente.
Apenas um dia antes de Trump fazer a declaração, os EUA anunciaram a retirada de 66 organizações internacionais, cobrindo várias áreas como clima, energia e governança global. Sobre essa decisão, 84,1% dos entrevistados declararam não terem ficado surpresos. Já 88,9% das pessoas consideram que essa é mais uma medida radical sob o princípio da "América em Primeiro Lugar". Na pesquisa, 89,9% dos entrevistados concordam que o multilateralismo baseado na coordenação e cooperação continua sendo a chave para resolver os atuais desafios de governança global, e 94,4% acreditam que é crucial promover a reforma do sistema de governança global, defender o estado de direito internacional e aumentar a eficácia dos mecanismos multilaterais.
Tradução: Zhao Yan
Revisão: Patrícia Comunello
Fonte: CMG