China pede ambiente mais justo para empresas chinesas na Europa
Segundo o Ministério do Comércio da China, práticas da UE constituem barreiras ao comércio e ao investimento
247 - O Ministério do Comércio da China disse no sábado que espera que a Comissão Europeia (CE) corrija prontamente suas práticas equivocadas, interrompa a repressão injustificada contra empresas chinesas e deixe de abusar dos instrumentos de investigação previstos no Regulamento de Subsídios Estrangeiros (FSR, na sigla em inglês), afirmou um porta-voz da pasta.
De acordo com a agência Xinhua e o Diário do Povo, o porta-voz também instou a CE a oferecer um ambiente de negócios justo, imparcial e previsível para empresas chinesas que investem e operam na Europa.
As declarações foram feitas em resposta a uma pergunta sobre uma nota emitida pelo Ministério da Justiça da China em 15 de maio, segundo a qual a investigação transfronteiriça conduzida pela União Europeia (UE) contra a empresa chinesa Nuctech com base no FSR constitui uma jurisdição extraterritorial ilegal.
O porta-voz afirmou que a China sempre se opôs ao abuso, por parte da UE, de instrumentos unilaterais como o FSR para reprimir empresas chinesas.
Recentemente, o lado europeu não apenas aumentou a frequência e ampliou o escopo das investigações direcionadas a empresas chinesas, mas também elevou as investigações contra companhias como a Nuctech ao nível de apurações aprofundadas, observou o porta-voz.
A UE também forçou instituições bancárias chinesas a cooperarem com as investigações, ao mesmo tempo em que exigiu de forma irrazoável uma grande quantidade de informações localizadas na China, com escopo amplo e sem relação direta com as investigações, afirmou.
Segundo o porta-voz, essas práticas tiveram um impacto negativo grave sobre os investimentos e as operações comerciais normais de muitas empresas chinesas e instituições bancárias na Europa.
O MOC concluiu, em janeiro de 2025, por meio de uma investigação, que as práticas da UE relacionadas ao FSR constituíam barreiras ao comércio e ao investimento, e instou o bloco europeu a corrigir essas práticas, ao mesmo tempo em que defendeu a gestão adequada das divergências por meio do diálogo, disse o porta-voz.
No entanto, a UE persistiu em seu caminho equivocado e aprofundou ainda mais essas medidas, acrescentou.
A China sempre defendeu que divergências devem ser tratadas por meio de diálogo e consultas, e espera que a UE trabalhe na mesma direção e resolva a questão por meio de consultas amistosas, afirmou o porta-voz.
A China acompanhará de perto os movimentos relevantes da UE e adotará as medidas necessárias para salvaguardar firmemente a segurança nacional, bem como os direitos e interesses legítimos das empresas, acrescentou.




