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Arrecadação federal chega a R$2,88 trilhões em 2025, maior valor em 31 anos

Receitas foram impulsionadas pela expansão da economia e mudanças tributárias

Arrecadação federal chega a R$2,88 trilhões em 2025, maior valor em 31 anos (Foto: Agência Brasil )

247 - A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas alcançou um patamar histórico em 2025, refletindo tanto o avanço da atividade econômica quanto a adoção de medidas voltadas ao aumento de tributos. O resultado consolidou o maior volume de receitas já registrado em um ano fechado desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Secretaria da Receita Federal, o total arrecadado ao longo de 2025 chegou a R$ 2,88 trilhões. Descontada a inflação, o montante supera R$ 2,7 trilhões, ante R$ 2,47 trilhões registrados em 2024, o que representa um crescimento real de 3,75% no período.

O desempenho reforça uma trajetória de recuperação das receitas públicas e estabelece um novo recorde em 31 anos de levantamento oficial. A Receita Federal atribui o resultado a um conjunto de fatores, com destaque para alterações no sistema tributário aprovadas pelo governo e pelo Congresso Nacional, além do comportamento mais favorável de indicadores econômicos ao longo do ano.

De acordo com o Fisco, a expansão da economia teve papel relevante no avanço da arrecadação. Indicadores como a produção industrial, o volume de vendas de bens e serviços, o aumento da massa salarial e o crescimento das importações contribuíram para ampliar a base de incidência dos tributos, elevando o volume de recursos recolhidos aos cofres federais.

O aumento das receitas foi considerado estratégico pelo governo no esforço para reduzir o desequilíbrio das contas públicas em 2025. O resultado fiscal do ano passado ainda não foi oficialmente divulgado, mas o novo arcabouço fiscal prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta, o que corresponde a cerca de R$ 31 bilhões.

Além dessa margem, o Congresso autorizou abatimentos adicionais no cumprimento da meta fiscal. Entre eles estão aproximadamente R$ 500 milhões destinados a projetos estratégicos, R$ 40,64 bilhões relacionados ao pagamento de precatórios e R$ 3,31 bilhões para o ressarcimento de aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos.

Com esses ajustes, o resultado das contas públicas pode apresentar um déficit estimado em até R$ 75,4 bilhões sem que a meta fiscal seja formalmente descumprida. Esse valor, no entanto, ainda pode ser alterado conforme o montante efetivamente pago em precatórios fora da meta e outras exceções, como recursos do fundo social e despesas adicionais com projetos estratégicos na área de defesa.

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