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BNDES, Embraer e Nova Indústria Brasil mostram como o Estado pode liderar o desenvolvimento do país

Aloizio Mercadante e Francisco Gomes Neto destacam inovação, indústria, crédito público, tecnologia e soberania como caminhos para o Brasil do futuro

Aloizio Mercadante, Francisco Gomes Neto e Luciana Barreto (Foto: Reprodução EBC)
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247 – Em um momento em que o Brasil discute reindustrialização, inovação tecnológica, transição energética e soberania produtiva, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) celebrou seus 74 anos reafirmando seu papel histórico como instrumento estratégico do desenvolvimento nacional. Em especial do programa Economia e Futuro, exibido pela TV Brasil, a jornalista Luciana Barreto recebeu o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, para uma ampla conversa sobre passado, presente e futuro da economia brasileira.

Ao longo do programa, Mercadante e Gomes Neto defenderam a importância de políticas públicas de longo prazo, da atuação coordenada entre Estado e mercado e do financiamento à inovação como base para o país disputar espaço em setores de alta tecnologia. A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo e uma das maiores vitrines da engenharia brasileira, foi apresentada como exemplo concreto de uma política industrial bem-sucedida, nascida da combinação entre educação, ciência, crédito público e visão estratégica.

BNDES, Petrobras e a construção do Estado nacional

Aloizio Mercadante iniciou sua análise situando a criação do BNDES no processo histórico de industrialização brasileira. Segundo ele, a indústria nacional ganhou força após a crise de 1929, quando o Brasil, até então fortemente dependente da exportação de café e da importação de produtos industrializados, passou a substituir importações e a construir sua própria base produtiva.

Mercadante destacou o papel de Getúlio Vargas na construção do Estado nacional e na criação de instituições decisivas para o desenvolvimento brasileiro. “Ele foi um grande construtor do Estado nacional e de um projeto industrializante”, afirmou. O presidente do BNDES lembrou a criação do Ministério da Educação e Cultura, do Ministério da Saúde, do Ministério do Trabalho, da CLT, da Vale do Rio Doce, da Companhia Siderúrgica Nacional, da Petrobras e do próprio BNDES.

Para Mercadante, Petrobras e BNDES são duas instituições centrais na história econômica do país. “Ele cria a Petrobras e o BNDES, duas estruturas fundamentais na história de desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

O presidente do banco também lembrou a influência de Celso Furtado e da Cepal na formulação da instituição. Segundo ele, o BNDES nasceu como uma “grande casa do desenvolvimento da industrialização do Brasil”, reunindo quadros de diferentes correntes de pensamento, como Roberto Campos, Maria da Conceição Tavares, Inácio Rangel e João Paulo dos Reis Velloso.

Crítica ao neoliberalismo e defesa da relação entre Estado e mercado

Mercadante contrapôs a experiência desenvolvimentista brasileira à agenda neoliberal associada ao chamado Consenso de Washington. Para ele, a promessa de que a simples abertura dos mercados e a redução do papel do Estado gerariam desenvolvimento não se confirmou.

“Nós vivemos, acho que nos últimos anos, uma visão equivocada do Ocidente, chamado Consenso de Washington, neoliberalismo, que é o seguinte: ‘Não precisa de Estado, desregulamenta a economia, abre todo o mercado que o progresso vai vir’. Não foi o que aconteceu”, afirmou.

Segundo Mercadante, enquanto o Ocidente passou a viver um processo de declínio relativo, a Ásia, especialmente a China, avançou rapidamente com uma relação mais criativa entre Estado e mercado. “A Ásia, principalmente a China, ascende de uma forma muito rápida e muito forte nesses últimos 40 anos numa relação mais criativa entre Estado e mercado”, disse.

Para ele, o BNDES representa exatamente essa articulação. “O BNDES é essa relação, é um banco público de desenvolvimento, maior banco das Américas de desenvolvimento”, afirmou.

Crédito, indústria e Nova Indústria Brasil

Mercadante afirmou que o BNDES voltou a ter a indústria como carro-chefe de sua atuação. Segundo ele, o banco alcançou, no ano passado, R$ 366 bilhões em crédito induzido, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão por dia. O presidente do banco também destacou a baixa inadimplência da instituição, que, segundo ele, está em 0,04%.

“O carro-chefe voltou a ser a indústria. Então o BNDES, junto com a Finep, nós fizemos 340 bilhões de reais de financiamento à Nova Indústria Brasil, que rompeu aquela desindustrialização precoce e fez revitalizar o parque industrial”, afirmou.

A Nova Indústria Brasil foi apresentada no programa como a política industrial voltada a fortalecer a competitividade da economia brasileira por meio da inovação, da sustentabilidade e do desenvolvimento produtivo. A estratégia está organizada em seis missões: agroindústria sustentável e digital, complexo industrial da saúde, infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade, transformação digital e indústria 4.0, bioeconomia e transição energética, além de tecnologias estratégicas para soberania e defesa.

Embraer nasceu de um projeto de Estado e educação

Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, lembrou que a empresa nasceu de uma visão estratégica de longo prazo, associando projeto de Estado, educação e engenharia. Ele citou o papel do marechal Casimiro Montenegro, que, na década de 1940, entendeu que, antes de construir aviões, o Brasil precisava formar engenheiros aeronáuticos.

“Na década de 40, o marechal Casimiro Montenegro teve uma visão. Ele queria construir avião. Mas na época o Brasil não construía nem bicicleta. Construir avião? Mas ele disse assim: ‘Antes de construir o avião, eu preciso construir engenheiros aeronáuticos’”, afirmou Gomes Neto.

Esse processo levou à criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, em 1950. Anos depois, o engenheiro Ozires Silva, formado pelo ITA, liderou o projeto que resultaria na criação da Embraer, em 1969.

“A Embraer nasceu de um projeto de Estado combinado com projeto de educação”, resumiu Gomes Neto.

BNDES e Embraer: parceria de quase 30 anos

O presidente da Embraer afirmou que a parceria com o BNDES foi e continua sendo fundamental para a trajetória da empresa. Ele explicou que o desenvolvimento de um avião exige ciclos longos, que podem durar de quatro a dez anos, envolvendo centenas ou milhares de engenheiros antes que haja qualquer receita.

“O avião é um produto de ciclo muito longo. Demora anos para desenvolver um avião, quatro, cinco, dez anos. Enquanto você desenvolve o avião, você necessita de centenas de pessoas trabalhando, centenas de engenheiros e outros técnicos trabalhando, e você não tem receita. Então você precisa de recurso para fazer isso”, afirmou.

Segundo Gomes Neto, o BNDES financiou projetos como o Legacy, avião executivo que deu origem ao Praetor, e o E2, nova geração de jatos comerciais da Embraer. O banco também financia clientes da empresa no exterior, ajudando a viabilizar exportações.

“Ele ajuda a Embraer, tem ajudado a Embraer a se internacionalizar e, com isso, criar divisas para o Brasil, porque a gente exporta a maioria dos aviões que nós fazemos e gerar empregos de alta qualificação técnica”, declarou.

Gomes Neto citou empresas como American Airlines e SkyWest entre os clientes internacionais que trabalham com financiamento do BNDES. Também mencionou operações envolvendo aviões de defesa, como o Super Tucano para o Paraguai e o KC-390.

Mercadante critica tentativa de venda da Embraer à Boeing

Ao comentar a importância estratégica da Embraer para o Brasil, Mercadante fez uma crítica dura à tentativa de venda da empresa à Boeing. Para ele, a operação teria sido prejudicial ao país.

“A Boeing disse que queria comprar, não comprou. Aquilo foi, acho, um crime contra a Embraer e o país, tentar entregar a Embraer para a Boeing”, afirmou.

Mercadante disse ainda que a Boeing montou um escritório para atrair engenheiros da Embraer. Segundo ele, isso demonstraria a qualidade excepcional da engenharia brasileira formada a partir do ITA e da visão estratégica do brigadeiro Montenegro.

“A Boeing vai lá e montou um escritório para tirar engenheiros da Embraer, porque ela não tem a qualidade dos técnicos”, afirmou.

O presidente do BNDES também destacou que o mundo tem poucos países capazes de produzir aviões comerciais e que a Embraer colocou o Brasil em posição de destaque global. “O mundo só tem oito países que produzem aviões comerciais. E a Embraer colocou o Brasil em terceiro lugar”, declarou.

Biocombustível de aviação pode abrir novo ciclo para o Brasil

Mercadante defendeu que o Brasil tem condições de liderar uma nova etapa da aviação mundial com base em combustíveis sustentáveis. Segundo ele, o país tem vantagem competitiva por sua experiência em etanol e biocombustíveis.

“Eu acho que nós vamos estar na linha de frente do combustível renovável, porque vai ser o biocombustível. Não tem outra opção no planeta. É o etanol, é o biocombustível que vai liderar”, afirmou.

O presidente do BNDES disse que o banco já financia uma planta de combustível sustentável de aviação e negocia uma segunda planta a partir do etanol. Para Mercadante, a Embraer pode liderar testes e desenvolvimento desse novo padrão tecnológico.

“A Embraer é quem pode testar, é quem pode liderar esse processo no planeta”, afirmou.

Inadimplência baixa e transparência no BNDES

Um dos pontos destacados no programa foi a baixa inadimplência do BNDES, muito inferior à média do sistema financeiro nacional. Mercadante atribuiu esse desempenho à governança, à qualidade técnica dos servidores e ao modelo de atuação do banco.

Segundo ele, o BNDES é muitas vezes um banco de segundo piso, repassando recursos por meio de mais de 80 instituições financeiras. Ainda assim, a instituição mantém um rigoroso processo de análise e controle.

“O BNDES, nos últimos três anos, tirou o primeiro lugar em transparência do Tribunal de Contas da União, o prêmio de instituição mais transparente municipal, estadual e federal de 8.001 instituições públicas, número um do Brasil”, afirmou.

Mercadante também defendeu a importância do serviço público qualificado. Ele lembrou que o banco realizou concurso para contratar 600 novos servidores após 11 anos sem admissões e teve 92 mil inscritos. “É uma instituição extremamente qualificada”, disse.

Inovação como centro da economia contemporânea

A inovação foi um dos eixos centrais da conversa. Mercadante afirmou que nenhuma economia é competitiva sem capacidade permanente de inovar, desenvolver novos produtos, reduzir custos, melhorar eficiência e agregar valor à produção.

“Inovação hoje é o centro da evolução da economia contemporânea. Você não é competitivo se você não inovar. O tempo inteiro você tem que fazer produtos novos, com mais qualidade, com menos custo, com mais eficiência”, afirmou.

Ele defendeu que o Estado tem papel indispensável no financiamento da inovação, justamente porque inovar envolve risco. “Se o Estado não correr esse risco, o setor privado quer entrar na hora que, por exemplo, para vender um avião, ele entra. Mas para percorrer esse caminho de risco, é papel do Estado financiar a inovação”, disse.

Para Mercadante, essa atuação é essencial para que o Brasil produza bens de maior valor agregado e qualifique sua pauta de exportações.

Embraer investe em inteligência artificial, eficiência e novas tecnologias

Francisco Gomes Neto afirmou que a Embraer vem aplicando há vários anos ferramentas de digitalização, automação e inteligência artificial em diferentes áreas da companhia. Segundo ele, a tecnologia já é usada para acelerar o trabalho de engenharia, melhorar processos produtivos e aumentar a eficiência operacional.

Na engenharia, a inteligência artificial ajuda profissionais a encontrar peças, componentes e normas aplicáveis a cada projeto. Na área de recursos humanos, a empresa criou uma agente chamada Lídia, que permite a supervisores obter rapidamente informações sobre férias, salários e situação de funcionários.

Gomes Neto também citou o uso de câmeras para analisar movimentações no processo produtivo. “A gente consegue, através de câmeras, avaliar a movimentação das pessoas no processo produtivo. Fala: ‘Opa, as pessoas estão andando muito, o que está acontecendo?’ Então a gente consegue imaginar: nós temos que trazer as peças e as ferramentas mais próximas delas”, explicou.

Segundo ele, os dois pilares da estratégia da Embraer são eficiência e inovação. “Um apoia o outro”, afirmou.

Transformação digital e soberania dos dados

Mercadante destacou que a transformação digital e a indústria 4.0 concentram grande parte da demanda por financiamento no BNDES. Segundo ele, a revolução digital muda a forma de produzir, organizar dados, processar informações e administrar empresas.

O presidente do banco deu como exemplo o próprio BNDES, que desenvolveu uma inteligência artificial interna para auxiliar servidores na aplicação de cerca de 4 mil normas institucionais. Segundo ele, o que antes exigia longas pesquisas agora pode ser feito em cerca de um minuto.

“Com a inteligência artificial hoje, em um minuto, ele já acessa e ela já diz quais são as normas que são adaptáveis ao cargo que ele está fazendo. É uma revolução em termos de eficiência, de velocidade, de entrega”, afirmou.

Mercadante também defendeu que o Brasil precisa investir em inteligência artificial, data centers, segurança cibernética, formação técnica e soberania dos dados. “Nós precisamos ter inteligência artificial, nós precisamos ter data centers, nós precisamos ter soberania dos dados, nós precisamos ter técnicos competentes”, disse.

Pix é exemplo de inovação brasileira, diz Mercadante

Ao falar sobre inovação no setor financeiro, Mercadante citou o Pix como uma das grandes rupturas tecnológicas criadas no Brasil. Segundo ele, o sistema desenvolvido pelo Banco Central mostra a capacidade de inovação do Estado brasileiro.

“Pix é uma revolução”, afirmou. “É uma ruptura tecnológica, é uma inovação que o Brasil criou e que é muito exitosa e está tomando conta da América Latina e está exportando para outros países.”

Mercadante disse ainda que o Pix incomoda grandes empresas internacionais do setor financeiro justamente por ser ágil, seguro, confiável e gratuito. “Ele é mais ágil, mais eficiente, totalmente seguro, confiável e gratuito”, afirmou.

Saúde, fármacos e soberania produtiva

Na área da saúde, Mercadante afirmou que o BNDES financiou 670 novos produtos, vacinas e insumos farmacêuticos produzidos no Brasil nos últimos anos. Para ele, a pandemia mostrou a importância de o país ter capacidade produtiva própria em setores estratégicos.

“A pandemia mostrou que tem coisa que nós temos que ter resiliência, nós temos que ter produção própria, você não pode depender de importação, porque na hora que mais você precisa você não tem acesso”, afirmou.

Mercadante citou o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz e a indústria farmacêutica nacional como pilares de uma nova etapa do complexo industrial da saúde. Também mencionou perspectivas de terapias genéticas e novos medicamentos, afirmando que o banco negocia a possibilidade de trazer tecnologias avançadas para o Brasil.

“Nós estamos negociando para trazer algum desses produtos para o Brasil, para o BNDES financiar o P&D e a gente começar a trazer esses produtos”, disse.

KC-390 consolida Embraer na defesa

Gomes Neto também abordou a relação da Embraer com a Defesa Nacional e destacou o sucesso do KC-390, avião de transporte militar desenvolvido em parceria com a Força Aérea Brasileira. O projeto nasceu da necessidade de substituir a antiga frota de Hércules.

“Foi um desenvolvimento super bem-sucedido, porque a Força Aérea Brasileira trouxe a experiência dela de operar os aviões, o que era bom, o que não era. E a Embraer, com a sua engenharia, desenvolveu um produto moderno para aquele segmento”, afirmou.

Segundo o presidente da Embraer, o KC-390 entrou em serviço em 2019 e já acumula vendas para diversos países, como Portugal, Hungria, Holanda, Suécia, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

Gomes Neto descreveu o avião como “multimissão” e comparou sua versatilidade a um “canivete suíço”. A aeronave pode ser usada para transporte de carga, reabastecimento aéreo, ajuda humanitária e combate a incêndios, entre outras funções.

BNDES verde, digital, industrializante e social

Ao tratar da dimensão social do banco, Mercadante lembrou que o antigo BNDE passou a se chamar BNDES quando incorporou o “S” de social. Para ele, hoje o banco também poderia incorporar a sustentabilidade como uma dimensão central.

“Na realidade podia ser S ao quadrado: social e sustentabilidade”, afirmou. “O novo BNDES que nós tentamos construir é um BNDES verde, é um BNDES inovador, é um BNDES digital, é um BNDES industrializante e é um BNDES que patrocina a inclusão digital.”

Mercadante destacou o programa BNDES Periferia, que, segundo ele, chegará a cerca de 70 favelas do Brasil com centros de formação profissional e empregabilidade. O objetivo é gerar renda nas comunidades e criar condições para que o crédito produtivo chegue aos territórios populares.

“Por que o BNDES nunca subiu o morro?”, questionou. “Nós estamos chegando, nós estamos entrando em acho que 70 favelas do Brasil, um projeto que a gente chama BNDES Periferia.”

Startups, diversidade e desenvolvimento regional

Mercadante também citou o BNDES Garagem, programa voltado ao apoio de startups e pequenas empresas inovadoras. Segundo ele, 1.800 empresas participaram do processo, e 100 são selecionadas para incubação, com mentoria, orientação administrativa, apoio comercial, melhoria de produto e acesso ao crédito.

O presidente do banco afirmou que foram criados mecanismos de R$ 1,7 bilhão para financiar startups. “São empresas de base tecnológica inovadora”, disse.

Mercadante destacou ainda critérios de inclusão e diversidade no programa, com participação de empresas presididas por mulheres, empreendedores do Norte e Nordeste, negros e negras e pessoas com deficiência.

“Tem toda uma série de critérios de inclusão e de diversidade para poder impulsionar esses projetos”, afirmou.

Um projeto de país de longo prazo

O especial da TV Brasil mostrou que a trajetória do BNDES se confunde com a história do desenvolvimento brasileiro. Da ferrovia Central do Brasil aos aviões da Embraer, da infraestrutura energética à indústria 4.0, da saúde à defesa, o banco aparece como instrumento de planejamento, financiamento e indução de setores estratégicos.

Ao final do programa, Mercadante prestou homenagem à Embraer e a seus trabalhadores. “A gente tem muitos clientes, mas a Embraer dá muito orgulho”, afirmou. “É uma grande empresa que eu acho que o Brasil tem muito orgulho de ser uma empresa inovadora, uma empresa que disputa com as melhores do mundo, que mudou a história da aviação e que está na linha de frente inovando.”

Francisco Gomes Neto respondeu com uma frase que sintetiza a ambição da empresa e, de certa forma, o espírito da conversa sobre desenvolvimento nacional: “Vamos por mais.”

A mensagem central do debate foi clara: o Brasil só poderá disputar o futuro se combinar crédito público, ciência, indústria, educação, inovação, sustentabilidade e soberania. Em um mundo marcado por competição tecnológica e reorganização das cadeias produtivas, o BNDES e a Embraer aparecem como exemplos de que o desenvolvimento exige visão de longo prazo — e que países que abrem mão de planejar seu futuro acabam condenados a ocupar posições subordinadas na economia global.

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