Brasil mantém competitividade com tarifa de 10%, diz Alckmin
Segundo o ministro, a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a derrubada do tarifaço contra o Brasil "abriu avenida para comércio exterior mais forte”
247 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou como positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou o tarifaço aplicado no ano passado contra produtos brasileiros. "A negociação continua, o diálogo continua e abriu avenida para comércio exterior mais forte”, declarou. As declarações foram divulgadas pelo Portal G1 nesta sexta-feira (20).
Segundo o ministro, o entendimento da Corte estadunidense representa um avanço relevante para o Brasil, especialmente diante da retirada da sobretaxa de 40% imposta durante o governo de Donald Trump, atual presidente dos EUA.
De acordo com o vice-presidente, a decisão judicial tem impacto direto na competitividade brasileira. “Os 10% global é para todos. Nós não perdemos competitividade, se é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de 40% que ninguém mais tinha".
Antes do julgamento da Suprema Corte dos Estados Unidos, cerca de 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas à sobretaxa adicional de 40%. Com a derrubada da medida, essa cobrança deixa de ser aplicada.
A decisão beneficia uma ampla gama de setores estratégicos da economia brasileira. Entre os produtos alcançados estão armamentos, máquinas de linha amarela — utilizadas na construção civil —, máquinas agrícolas, motores, madeira e café solúvel. Alimentos como pescado, cereais, mel, açúcar e tabaco também passam a ficar livres da sobretaxa.
O governo brasileiro mantém as negociações comerciais com os Estados Unidos, enquanto acompanha os desdobramentos da decisão judicial que altera o cenário das exportações nacionais e pode impulsionar o fluxo de comércio exterior nos próximos meses.


