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Dólar abaixo de R$ 5 reflete sucesso da política econômica de Lula

Queda da moeda americana e novo recorde da bolsa reforçam ambiente de confiança na economia brasileira, mesmo em meio às tensões no Oriente Médio

Lula-Ibovespa-Dólar (Foto: Ricardo Stuckert / PR I Rick Wilking / Reuters I Amanda Perobelli / Reuters)

247 – O dólar voltou a encerrar o pregão abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou seu recorde histórico e superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13), em mais um sinal de confiança dos agentes financeiros no ambiente econômico do País. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil, com dados do mercado e informações adicionais da Reuters.

O movimento ocorreu em um dia ainda marcado por instabilidades no cenário internacional, sobretudo após o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos. Ainda assim, os mercados reagiram positivamente a declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo com o Irã, o que ajudou a reduzir a tensão global e favoreceu ativos de risco em várias partes do mundo, incluindo o Brasil.

No mercado de câmbio, o dólar comercial à vista fechou vendido a R$ 4,997, com queda de R$ 0,014, o equivalente a 0,29%. Trata-se do menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024. Ao longo da tarde, por volta das 14h20, a moeda chegou a ser negociada a R$ 4,98, na mínima do dia.

A trajetória da divisa reforça um quadro mais amplo de valorização dos ativos brasileiros. Apenas neste mês, o dólar já acumula recuo de 3,51%. No acumulado de 2026, a queda chega a 8,96%, evidenciando a melhora da percepção sobre a economia nacional e a entrada consistente de capital estrangeiro.

Recuo do dólar acompanha cenário externo

O dólar chegou a subir nas primeiras horas do pregão, refletindo o nervosismo com a crise no Oriente Médio. No entanto, perdeu força ao longo do dia, à medida que os investidores passaram a precificar a possibilidade de distensão diplomática após a sinalização de Trump de que o Irã estaria disposto a negociar.

Esse movimento também foi observado no exterior. O índice DXY, que mede o comportamento da moeda estadunidense frente a uma cesta de divisas fortes, recuou, confirmando a perda de força global do dólar e reforçando a dinâmica vista no Brasil.

O euro comercial também encerrou o dia em baixa, ainda que de forma marginal. A moeda europeia foi vendida a R$ 5,876, com queda de 0,02%, no menor patamar desde o fim de junho de 2024.

Bolsa atinge maior nível da história

Na renda variável, o mercado brasileiro também registrou um desempenho expressivo. O Ibovespa subiu 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, no maior nível da série histórica. Durante o pregão, o principal índice da bolsa chegou a superar os 198.100 pontos, consolidando o momento favorável dos ativos nacionais.

O avanço foi puxado sobretudo por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além do fluxo contínuo de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro. No acumulado de julho, a bolsa sobe 5,62%. Em 2026, o ganho já alcança 22,89%.

O desempenho da bolsa brasileira ocorreu em sintonia com o humor dos mercados internacionais. Em Nova York, os principais índices também fecharam em alta, impulsionados pela leitura de que a crise geopolítica pode não escalar no curto prazo.

O índice Dow Jones avançou 0,63%. O S&P 500 subiu 1,02% e recuperou as perdas acumuladas desde o início da guerra no Oriente Médio. Já o Nasdaq, referência do setor de tecnologia, ganhou 1,23%.

Commodities e capital externo fortalecem mercado brasileiro

A combinação entre alívio externo, valorização das commodities e entrada de investidores internacionais ajudou a sustentar o bom desempenho do mercado brasileiro. O resultado mostra que, mesmo em um contexto global ainda carregado de incertezas, o Brasil segue atraindo capital e transmitindo sinais de solidez.

Esse quadro dialoga diretamente com a política econômica do governo do presidente Lula, que vem combinando estabilidade institucional, fortalecimento da atividade econômica e recuperação da credibilidade do País. A queda do dólar e a máxima histórica da bolsa se tornam, nesse contexto, indicadores concretos de uma percepção mais favorável sobre o Brasil.

Petróleo sobe, mas desacelera após falas de Trump

No mercado internacional de energia, os preços do petróleo registraram forte alta, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 4,36% e fechou cotado a US$ 99,36. Já o WTI, referência do Texas, avançou 2,6%, para US$ 99,08.

Durante boa parte do dia, os dois contratos operaram acima de US$ 100 por barril. Mais tarde, porém, os preços desaceleraram depois das declarações de Trump, que contribuíram para moderar o temor de um agravamento ainda mais severo da crise.

Mesmo assim, o mercado segue em alerta. A volatilidade permanece elevada, com investidores acompanhando de perto os desdobramentos no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo e peça central do atual cenário de tensão.

Com isso, o fechamento do dólar abaixo de R$ 5 e o novo recorde da bolsa brasileira ganham ainda mais relevância. Em um ambiente externo turbulento, os números do dia reforçam a leitura de que o Brasil atravessa um momento de fortalecimento da confiança econômica e de maior protagonismo entre os mercados emergentes.

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