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Governo avalia positivamente primeira rodada de negociação após reunião entre Lula e Trump

Brasil e EUA discutem acordos pontuais, tarifas e barreiras comerciais após visita de Lula à Casa Branca

Governo avalia positivamente primeira rodada de negociação após reunião entre Lula e Trump (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - Brasil e Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de negociações comerciais após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca. As conversas envolvem acordos setoriais, tarifas e barreiras comerciais criticadas pelo governo americano. As informações são do G1.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, representantes dos dois países participaram, na terça-feira (19), de uma reunião por videoconferência com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro também contou com a presença das equipes técnicas responsáveis pelas negociações comerciais.

De acordo com o ministro, a avaliação da reunião foi “excelente”. Ele afirmou ainda que Lula orientou os negociadores brasileiros a buscar “compromissos concretos” por parte do governo americano durante as tratativas.

Interlocução entre Lula e Trump abriu negociações

As negociações começaram após o encontro entre Lula e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, durante visita oficial do presidente brasileiro à Casa Branca. Na ocasião, os dois líderes decidiram que as equipes técnicas dos dois governos terão até 30 dias para apresentar alternativas e possíveis soluções para os impasses comerciais existentes.

Apesar do avanço das conversas, as propostas brasileiras ainda não foram formalmente apresentadas. A estratégia definida entre Brasília e Washington prevê a construção de acordos específicos, negociados ponto a ponto, em vez de um único grande pacto comercial abrangente.

EUA ampliam pressão sobre tarifas brasileiras

As conversas acontecem em meio à ofensiva comercial dos Estados Unidos contra tarifas e barreiras adotadas pelo Brasil em setores considerados estratégicos pela administração Trump.

Entre os principais pontos questionados pelos americanos estão tarifas aplicadas a produtos industriais e tecnológicos, além de regras comerciais envolvendo aço, alumínio e etanol.

O governo dos Estados Unidos argumenta que determinadas medidas brasileiras dificultam a entrada de produtos estrangeiros no mercado nacional e reduzem a competitividade de exportadores americanos.

Seção 301 segue separada das negociações

Márcio Elias Rosa afirmou que as negociações comerciais em andamento não interferem na investigação aberta pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, instrumento utilizado pelo governo americano para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país. Segundo o ministro, esse tema continua sendo conduzido pelo Itamaraty.

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