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Guerra contra Irã pode pressionar inflação global, alerta diretora-geral do FMI

Kristalina Georgieva afirma que alta de 10% no petróleo poderia elevar inflação mundial e destaca riscos à segurança energética em meio à guerra

Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça 24/01/2025 (Foto: REUTERS/Yves Herman)

247 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que a guerra desencadeada por EUA e Israel contra o Irã pode provocar novos impactos na economia mundial, especialmente por meio da pressão sobre os preços da energia. A instituição alerta que o conflito amplia riscos para a inflação global e recoloca a segurança energética no centro das preocupações econômicas internacionais.

De acordo com reportagem da agência Reuters, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que uma alta de 10% nos preços do petróleo — caso se mantenha ao longo da maior parte do ano — teria impacto direto na inflação mundial.

Pressão do petróleo sobre a inflação

Durante participação em um simpósio organizado pelo Ministério das Finanças do Japão, Georgieva explicou que a elevação do petróleo poderia acrescentar cerca de 40 pontos-base à inflação global. A avaliação indica que a instabilidade geopolítica pode se refletir rapidamente nos custos de energia e, consequentemente, nos preços de bens e serviços ao redor do mundo.

A dirigente do FMI destacou que a economia internacional volta a enfrentar um cenário de incerteza após um período recente de recuperação. Segundo ela, os novos desdobramentos no Oriente Médio estão colocando à prova a capacidade de resistência do sistema econômico global.

Risco geopolítico e desafios para governos

No evento, Georgieva ressaltou que o atual contexto exige maior preparação das autoridades econômicas para lidar com cenários adversos.

Estamos vendo a resiliência ser testada novamente pelo novo conflito no Oriente Médio”, afirmou.

A diretora-geral também aconselhou governos e formuladores de políticas públicas a adotarem uma postura preventiva diante das incertezas internacionais.

Meu conselho aos formuladores de políticas neste novo ambiente global é: pensem no impensável e preparem-se para isso”, declarou.

As declarações refletem a preocupação crescente entre organismos internacionais com os efeitos indiretos da guerra sobre a economia mundial, especialmente em um momento em que muitos países ainda enfrentam desafios para controlar a inflação e garantir estabilidade energética.

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