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Haddad projeta déficit de 0,1% do PIB em 2025

Ministro prevê o cumprimento da meta fiscal, que tem tolerância de 0,25% do PIB

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala durante reunião em Brasília-DF - 03/06/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o governo federal encerrou o ano de 2025 com um déficit estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o dado ainda é preliminar, mas já indica o cumprimento da meta fiscal definida pela equipe econômica, que prevê déficit zero com margem de tolerância de até 0,25% do PIB.

De acordo com Haddad, a estimativa oficial poderá sofrer ajustes conforme a consolidação final das contas públicas, mas o cenário apresentado reforça o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal.

Ao detalhar os números, o ministro explicou que o resultado pode variar conforme os critérios considerados no cálculo. “Número ainda é preliminar”, ressaltou. Ele acrescentou que, caso sejam incluídos os recursos destinados ao ressarcimento de vítimas do esquema de desvios no INSS — valores excepcionalizados do orçamento por decisão do Congresso ou da Justiça —, o déficit ficaria “em torno de 0,17%”.

Haddad também mencionou o impacto dos precatórios nas contas públicas e fez críticas à condução do tema no governo anterior. Segundo ele, se esses débitos forem considerados, o resultado fiscal de 2025 chegaria a um déficit de 0,48% do PIB. “O calote que Bolsonaro deu”, afirmou o ministro ao se referir à gestão passada.

Na avaliação do titular da Fazenda, a metodologia atual garante maior clareza na apresentação dos dados fiscais. “Isso significa que os precatórios já estão sendo incorporados no cálculo para dar mais segurança de que o resultado não é maquiado, como foi em 2022 e como foi no projeto de lei de 2023. Aquela maquiagem que foi feita em 2022 e na pilua de 2023 na proposta de lei orçamentária de 2023, essa maquiagem sumiu. Então os dados agora são muito mais consistentes, muito mais transparentes do que foi no passado recente”, declarou Haddad.

O ministro informou ainda que conversou com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. De acordo com Haddad, o dirigente comentou o desempenho da inflação, que fechou o ano dentro da meta estabelecida, e voltou a cobrar ajustes fiscais por parte do governo federal, reforçando a importância da disciplina nas contas públicas.

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