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"Estamos diante da maior fraude bancária do país", diz Haddad sobre Banco Master

Ministro da Fazenda defendeu a atuação do Banco Central no caso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF - 24/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central na liquidação do banco Master e classificou o caso como a maior fraude bancária já registrada no país. Segundo ele, a decisão tomada pela autoridade monetária foi essencial para preservar o sistema financeiro nacional e a poupança popular diante de irregularidades graves identificadas nas operações da instituição. 

Haddad relatou que mantém diálogo frequente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, desde que a liquidação do banco foi determinada, em novembro, após investigadores identificarem negócios suspeitos envolvendo a venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB), em um montante de R$ 12,2 bilhões.

“Tenho falado com o presidente do BC [Gabriel Galípolo] quase que diariamente, dando todo respaldo da Fazenda. Falei com o presidente do TCU [Tribunal de Contas da União] algumas vezes ao telefone. Penso que houve uma convergência como ajudar, fazer o melhor, apurar responsabilidades, eventualmente ressarcimento dos prejuízos”, afirmou o ministro.

O tema também avançou no âmbito institucional. Nesta semana, o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com Gabriel Galípolo na sede do Banco Central. O objetivo do encontro foi buscar um entendimento sobre a conciliação entre o poder de fiscalização do TCU e a autonomia do BC, especialmente diante do questionamento da autoridade monetária sobre a possibilidade de inspeções técnicas em suas dependências.

De acordo com Haddad, houve acordo para que o TCU realize uma inspeção relacionada ao caso do banco Master. “Penso que as coisas vão caminhar para o lado certo. Estamos diante da maior traude bancária do páis, temos que tomar as medidas dentro das formalidades, mas sendo bastante firmes do que tem de ser defendido pelo serviço público”, declarou.

O Banco Central já havia apontado irregularidades nas operações do Master com o Banco de Brasília e sustentou que a liquidação era indispensável para evitar riscos ao sistema financeiro. A medida foi decretada em novembro do ano passado, com o argumento de proteger a estabilidade do setor e os recursos dos depositantes.

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