Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 14,79 bi em março, maior valor da série histórica
Aplicações de até R$ 1 mil representaram 45,6% das operações de investimento no mês
247 - O Tesouro Direto bateu recorde de investimentos em março, ao alcançar R$ 14,79 bilhões em aplicações, impulsionado principalmente pela forte demanda por títulos indexados à taxa Selic e pela participação expressiva de pequenos investidores. O desempenho histórico reflete a busca por segurança e liquidez em um cenário de juros elevados.
O resultado representa o maior valor da série histórica do programa. No mesmo período, os resgates e vencimentos somaram R$ 11,01 bilhões, o que gerou uma emissão líquida de R$ 3,78 bilhões.
O volume de operações também chamou atenção. Foram registradas 1.224.134 aplicações no mês, com valor médio de R$ 12.083,06 por transação. As aplicações de até R$ 1 mil tiveram papel relevante, representando 45,6% do total de operações, o que evidencia o protagonismo dos pequenos investidores no crescimento do programa.
Títulos atrelados à Selic lideram demanda
Entre os diferentes tipos de papéis, os títulos indexados à taxa Selic concentraram a maior parte das vendas. O Tesouro Selic e o Tesouro Reserva somaram R$ 7,8 bilhões, o equivalente a 52,7% do total comercializado.
Na sequência, aparecem os títulos atrelados à inflação, como Tesouro IPCA+ e suas variações, que registraram R$ 4,8 bilhões em vendas, correspondendo a 32,1%. Já os papéis prefixados movimentaram R$ 2,2 bilhões, ou 15,1% do total.
Nas recompras antecipadas, também houve predominância dos títulos pós-fixados à Selic, que responderam por R$ 2,7 bilhões, ou 69,3% do volume. Os papéis indexados à inflação somaram R$ 823,7 milhões, enquanto os prefixados representaram R$ 377,1 milhões.
Preferência por prazos mais curtos
Em relação aos prazos, a maior parte das aplicações se concentrou em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que responderam por 58,2% das vendas. Os papéis com vencimento entre cinco e dez anos representaram 20,9%, mesmo percentual dos títulos com prazo superior a dez anos.
Estoque cresce e supera R$ 234 bilhões
O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 234,4 bilhões em março, avanço de 3,3% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 42% na comparação com o mesmo período de 2025.
Os títulos indexados à inflação seguem como os mais representativos da carteira, somando R$ 120,9 bilhões, ou 51,6% do total. Em seguida aparecem os papéis atrelados à Selic, com R$ 85,3 bilhões (36,4%), e os prefixados, com R$ 28,2 bilhões (12%).
No recorte por vencimento, R$ 33,8 bilhões do estoque têm prazo de até um ano. Já os títulos com vencimento entre um e cinco anos somam R$ 111,2 bilhões, enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos alcançam R$ 89,5 bilhões.
Base de investidores segue em expansão
O número de investidores ativos — aqueles com aplicações em andamento — chegou a 3.418.225 pessoas em março. Houve uma redução mensal de 38.986 investidores, atribuída ao elevado volume de vencimentos no período.
Apesar da queda pontual, o crescimento em 12 meses foi de 16%. Já o total de investidores cadastrados no programa atingiu 35.097.988 pessoas, com aumento de 288.041 novos registros no mês e expansão de 9,8% na comparação anual.



