Menor desemprego em 13 anos e expansão do Gás do Povo marcam última semana de janeiro
IBGE registra taxa de 5,1% em dezembro
247 – O encerramento da última semana e do mês de janeiro foi marcado por indicadores positivos de emprego e por anúncios em programas sociais e agendas internacionais do governo federal, com destaque para a queda do desemprego, a ampliação do Gás do Povo e a participação do presidente Lula no Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na sexta-feira (30) que a taxa de desemprego de 5,1% registrada em dezembro é a menor em, pelo menos, 13 anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O levantamento também apontou recuo na taxa anual de desocupação da força de trabalho do país. Em 2024, o índice foi de 6,6%. Em 2025, caiu para 5,6%, em um universo de 103 milhões de pessoas que compõem a força de trabalho, conforme os dados divulgados.
A leitura do governo é de continuidade de uma tendência de melhora do mercado de trabalho, com reflexos sobre renda, consumo e arrecadação, num cenário em que o emprego formal também avançou ao longo do ano.
Novo Caged aponta 1,27 milhão de vagas formais em 2025 e elevação do estoque de celetistas
Na mesma direção, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) indicaram que o Brasil fechou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada.
O estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71% no período, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos, segundo o balanço destacado no Semana Gov. O dado reforça a retomada do emprego formal como eixo central do desempenho do mercado de trabalho, com impacto direto sobre a proteção social e a contribuição previdenciária.
A combinação entre queda da desocupação medida pelo IBGE e expansão do emprego com carteira, medida pelo Novo Caged, foi tratada como um dos principais resultados do início de 2026, após um fechamento de ano que manteve a criação de postos como sinal de aquecimento da atividade.
Lula no Panamá defende guerra contra a fome e destaca comércio multilateral
Também nesta semana, o presidente Lula participou do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, e defendeu que a região priorize o enfrentamento da desigualdade social.
"A única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade".
O encontro foi organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe em parceria com o governo do Panamá e reuniu lideranças políticas e econômicas para discutir desafios estratégicos da região. Na visão do presidente, a agenda latino-americana deve combinar integração, cooperação e desenvolvimento com redução de vulnerabilidades históricas.
Durante o evento, Lula também relacionou o desempenho recente do país à atração de investimentos e à defesa de regras multilaterais para o comércio internacional.
"Nos últimos anos, o Brasil atraiu volumes recordes de capital estrangeiro. Seguimos promovendo um comércio internacional justo, equilibrado e baseado em regras multilateralmente acordadas".
A participação no fórum foi apontada como parte de uma estratégia de reforço da presença brasileira na América Latina e Caribe, em um contexto de disputas econômicas globais e de pressão por respostas coordenadas para temas como pobreza, transição energética e financiamento ao desenvolvimento.
União Europeia reconhece equivalência na proteção de dados e governo amplia Gás do Povo
Entre os anúncios da semana, o Brasil e a União Europeia comunicaram o reconhecimento da equivalência nos padrões de proteção de dados pessoais e privacidade. Na prática, a iniciativa foi apresentada como um passo que cria um ambiente mais favorável para cooperação em diversas áreas, ao aproximar parâmetros de governança e segurança de informações.
No campo social, o governo federal avançou na implementação do programa Gás do Povo e incluiu 17 novas capitais, que passam a garantir gratuidade no gás de cozinha para famílias de baixa renda. O Semana Gov destacou ainda a estruturação da rede de atendimento.
Mais de 10 mil pontos de revenda já estão credenciados em todos os estados, ampliando a capilaridade do programa e a capacidade de distribuição, segundo o balanço divulgado. A medida busca reduzir um dos custos mais sensíveis no orçamento de famílias vulneráveis, associando política social e infraestrutura de abastecimento.
Saúde, segurança nas estradas e crédito rural entram na agenda da semana
Na saúde, foi lançada a estratégia Viva Mais Brasil, descrita como uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida da população.
Segundo o destaque do Semana Gov, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com ênfase na retomada da Academia da Saúde. A iniciativa deverá receber R$ 40 milhões ainda em 2026, conforme informado.
No campo da segurança no trânsito, a Polícia Rodoviária Federal realizou uma operação em rodovias de todo o país com foco na conscientização de motoristas sobre o risco de beber e dirigir, reforçando a atuação preventiva para redução de acidentes.
Já na agricultura familiar, os primeiros seis meses de execução do Plano Safra 2025/2026 apresentaram resultados apontados como expressivos na ampliação do acesso ao crédito rural. Entre julho e dezembro, o programa alcançou 1.183.669 operações de crédito.
O volume representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025 e de 40% na comparação com a safra 2022/2023, totalizando R$ 40,2 bilhões contratados, de acordo com os números destacados no programa.
Um retrato do início de 2026 com emprego em alta e políticas públicas em expansão
O conjunto de dados e medidas reunido no Semana Gov sugere um início de 2026 marcado por indicadores favoráveis no mercado de trabalho, com desemprego no menor patamar em mais de uma década e forte geração de vagas formais ao longo de 2025.
Ao mesmo tempo, a semana concentrou anúncios de políticas públicas em áreas sensíveis, como o custo do gás de cozinha para famílias de baixa renda, a promoção da saúde e o acesso ao crédito rural. Na frente internacional, a participação do presidente Lula no Panamá reforçou a ênfase do governo em uma agenda regional voltada a desenvolvimento e redução de desigualdades, com a defesa explícita de prioridades sociais para a América Latina e o Caribe.


