Minha Casa, Minha Vida soma R$ 330 bilhões em investimentos e bate recorde histórico
Programa habitacional alcança 2,2 milhões de contratos desde 2023 e deve chegar a 3 milhões até o fim do ano
247 - O governo Lula (PT) já investiu R$ 330 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023, entre moradias subsidiadas e financiadas, consolidando o maior volume de recursos já destinado à habitação no país. As informações foram divulgadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), nesta terça-feira (24), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
De acordo com o ministro, o programa atingiu neste mês a marca de 2,2 milhões de moradias contratadas em todo o território nacional. “Nestes três anos nós já estamos chegando a R$ 330 bilhões investidos na habitação no Brasil pelo Minha Casa, Minha Vida. É o maior investimento da história do nosso país”, afirmou.
Jader Filho destacou ainda que a meta inicial estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva era de 2 milhões de unidades em quatro anos, objetivo já superado antes do prazo previsto. “O certo é que nós temos avançado muito no tema da habitação. Nós chegamos já neste mês de fevereiro a mais de 2 milhões e 200 mil casas contratadas. Lembrando que a meta que o presidente Lula tinha nos dado era de 2 milhões em 4 anos. Nós conseguimos antecipar essa meta em um ano. E nós queremos chegar até o final do ano com 3 milhões de casas contratadas”, declarou.
As unidades contratadas devem beneficiar cerca de 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do país. O Sudeste concentra o maior número de beneficiários, com 3,48 milhões de pessoas atendidas em diferentes faixas de renda. No Nordeste, são 2,22 milhões; no Sul, 1,38 milhão; no Centro-Oeste, 925 mil; e no Norte, 431 mil. Desde a retomada do programa, mais de 1,3 milhão de moradias já foram entregues.
Impacto no mercado imobiliário e geração de empregos
O desempenho do Minha Casa, Minha Vida também tem impulsionado o setor da construção civil e o mercado imobiliário. Pesquisa divulgada na segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indica que o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no quarto trimestre de 2025. No consolidado do ano, houve crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, totalizando 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas.
Outro levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta que 85,9% dos lançamentos imobiliários no Brasil em 2025 estiveram vinculados ao programa habitacional.
Ao comentar os dados, o ministro ressaltou o papel estratégico da política pública. “Ontem mesmo saiu um estudo feito pela CBIC mostrando o impacto do crescimento que o Minha Casa, Minha Vida tem feito em relação à questão do tema da habitação. Também a Abrainc apontou que 85% de todos os lançamentos feitos no país tinham sido feitos pelo Minha Casa, Minha Vida, mostrando que o programa responde à necessidade das famílias brasileiras pela habitação, e por outro lado, gera emprego e renda. Porque o setor da construção civil tem importância para a geração de emprego e renda no nosso país”, disse.
Segundo dados do Novo Caged, a construção civil registrou 192.176 novos empregos com carteira assinada até novembro de 2025, um aumento de 6,73% em comparação com o mesmo período de 2024. O setor alcançou 3.049.483 trabalhadores formalizados.
Ampliação no Norte e reconstrução no Rio Grande do Sul
O Ministério das Cidades anunciou medidas para ampliar a participação da Região Norte no programa, com novas seleções nas modalidades Urbano, Rural e destinadas a públicos específicos. Entre as mudanças, está o aumento do valor do chamado “cheque de entrada”.
“Nós ampliamos o valor do cheque de entrada. Agora o valor da região Norte salta de R$ 55 mil para R$ 65 mil. Vamos dar um cheque a mais, e essas pessoas não têm que devolver esse dinheiro. O objetivo é aumentar a participação do Norte nas contratações habitacionais, que ainda estão abaixo da meta prevista para o programa, e aproximar o ritmo de crescimento ao das demais regiões do país”, explicou o ministro.
No Rio Grande do Sul, o Minha Casa, Minha Vida tem desempenhado papel relevante na recuperação do estado após eventos climáticos extremos. Segundo Jader Filho, aproximadamente 10,5 mil famílias impactadas pelas enchentes já foram atendidas pela modalidade Compra Assistida. “Nós temos avançado bastante no Rio Grande do Sul no tema da habitação. Se nós pegarmos só as famílias impactadas pelas enchentes, estamos chegando a 10,5 mil famílias atendidas só com Compra Assistida. Temos feito esses investimentos não só no Rio Grande do Sul, mas por todo o Brasil”, destacou.
Criada para assegurar moradia rápida às famílias atingidas, a modalidade já superou 10 mil unidades contratadas. No estado, integra o Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, que conta com crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões e atende famílias das faixas 1 e 2, com renda bruta mensal de até R$ 4,7 mil.


