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Nos EUA, Durigan reforça ao FMI compromisso do Brasil com ajuste fiscal

Ministro defende metas de superávit e projeção de estabilização da dívida até 2030

Ministro Dario Durigan (Foto: Washington Costa/MF)

247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16), em Washington, nos Estados Unidos, que o Brasil mantém compromisso com a política fiscal e a estabilidade de preços, em posicionamento apresentado ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), no âmbito das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No documento, o governo brasileiro reiterou as metas fiscais para os próximos anos e a previsão de estabilização da dívida pública até 2030. “Estamos confiantes de que podemos conduzir nosso curso de desenvolvimento sustentável e inclusivo, apesar dos ventos contrários externos”, declarou o ministro.

Durigan destacou que as reformas recentes contribuíram para fortalecer o ambiente macroeconômico e ampliar a resiliência da economia. Segundo ele, o compromisso com a responsabilidade fiscal sustenta o crescimento econômico. “Os resultados fiscais dos últimos três anos e as projeções para 2026 refletem nossa firme determinação em promover uma consolidação fiscal favorável ao crescimento”, afirmou.

A estratégia do governo prevê superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e de 0,50% em 2027. A meta deve avançar para 1% em 2028 e 1,25% em 2029, com a estabilização da dívida pública projetada para o ano seguinte.

As diretrizes foram reafirmadas na quarta-feira (15), durante a apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que define parâmetros para o orçamento do primeiro ano do próximo mandato presidencial.

O ministro também ressaltou que o ajuste fiscal em curso combina aumento de receitas com revisão de despesas. “Isso é consistente com nosso esforço em utilizar a política fiscal de forma responsável como ferramenta para apoiar o crescimento e a estabilidade macroeconômica, bem como para promover a justiça social”, disse.

As declarações ocorrem após o FMI revisar as projeções fiscais para o Brasil e alertar para o risco de a dívida pública atingir 100% do PIB em 2027. Durigan contestou a metodologia do Fundo, afirmando que ela inclui títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central, que não entram nas contas do governo. “Apesar de serem títulos públicos, não cumprem o papel de refinanciamento da dívida pública”, afirmou.

O posicionamento foi apresentado em nome de um grupo de países liderado pelo Brasil, que inclui Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago.

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