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Petrobras cobra homologação imediata de leilão elétrico para evitar riscos de apagões

Estatal cita alertas do ONS e aumento do risco de falhas no fornecimento de energia

Torres de transmissão de energia elétrica no Pará (Foto: REUTERS/Paulo Santos)
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247 - A Petrobras voltou a defender a homologação imediata do resultado do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, realizado em março pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo a estatal, a medida é fundamental para garantir a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) e oferecer previsibilidade ao setor elétrico brasileiro.

A manifestação da companhia ocorre em meio a um cenário de profundas mudanças na matriz energética nacional, marcado pelo avanço acelerado das fontes renováveis intermitentes, pelo crescimento da demanda por eletricidade e pelo aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Para a Petrobras, esse contexto exige a ampliação de recursos capazes de fornecer energia firme e disponível nos momentos mais críticos do sistema.

ONS aponta aumento do risco de falhas

De acordo com a empresa, estudos e alertas técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que a ausência de novas contratações de capacidade pode elevar significativamente os riscos de insuficiência de potência nos próximos anos.

As projeções apontam que a probabilidade de falha no suprimento de energia pode se aproximar de 30% já em 2026 e superar 90% até 2029 caso não sejam adotadas medidas para reforçar o sistema.

Para William França, diretor executivo em exercício de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, a contratação de capacidade firme tornou-se indispensável para a estabilidade energética do país.

“Esse novo contexto exige capacidade firme, confiável e disponível 24 horas por dia para garantir o suprimento nos momentos críticos. O LRCAP é essencial para a segurança elétrica do Brasil e para a previsibilidade necessária ao desenvolvimento do setor energético nacional, evitando que o país passe por apagões”, afirmou.

Termelétricas foram acionadas para atender picos de demanda

A Petrobras também apresentou dados operacionais recentes para reforçar a importância da homologação do leilão.

Segundo a companhia, em 6 de maio deste ano suas usinas foram acionadas em tempo real para atender ao pico de demanda do sistema, gerando mais de 680 megawatts (MW).

Poucos dias depois, em 15 de maio, a produção do parque termelétrico da estatal ultrapassou 2.000 MW logo após as 18 horas. O volume representou um incremento de aproximadamente 1.400 MW em pouco mais de uma hora.

Petrobras vê risco para usinas sem homologação

A empresa argumenta que a não concretização do LRCAP 2026 pode comprometer a permanência de termelétricas já existentes no sistema elétrico nacional.

Segundo a estatal, a viabilidade desses empreendimentos depende da previsibilidade regulatória e da remuneração prevista no leilão. A eventual desmobilização dessas usinas poderia ampliar os riscos de falhas de suprimento justamente no período em que o ONS identifica maior vulnerabilidade operacional.

Complementaridade entre renováveis e potência firme

A Petrobras ressalta que a contratação de potência firme não representa um obstáculo à expansão das fontes renováveis. Pelo contrário, a companhia sustenta que ambas as modalidades são complementares e necessárias para garantir o funcionamento seguro do sistema elétrico.

De acordo com a empresa, os sistemas energéticos mais modernos do mundo combinam fontes renováveis com usinas despacháveis, capazes de assegurar estabilidade, flexibilidade e confiabilidade ao fornecimento de energia.

A estatal reafirma seu compromisso com a transição energética justa, a segurança energética nacional e o abastecimento contínuo da população brasileira. Por isso, defende a homologação do resultado do LRCAP 2026 e a assinatura dos contratos das usinas vencedoras do certame.

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