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Prévia do PIB mostra crescimento de 1,3% no 1º trimestre

Indicador do Banco Central mostra aceleração da atividade econômica no começo do ano

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247 - O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (18) que a economia brasileira cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado representa uma aceleração da atividade econômica em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o indicador havia registrado alta de 0,37%, já descontados os efeitos sazonais. O avanço também marca o segundo trimestre consecutivo de crescimento da economia brasileira.

A última retração do IBC-Br havia sido registrada no terceiro trimestre de 2025, com queda de 0,82%. Além disso, o desempenho entre janeiro e março deste ano foi o mais forte desde o terceiro trimestre de 2024, período em que o índice avançou 1,42%.

Os dados do Banco Central mostram expansão em todos os principais setores da economia no início de 2026. A indústria teve o melhor desempenho, com crescimento de 1,3%. A agropecuária e o setor de serviços registraram alta de 1%.

O IBC-Br é utilizado pelo mercado como um termômetro da atividade econômica antes da divulgação oficial do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevista para 29 de maio. O indicador do Banco Central considera estimativas da agropecuária, indústria, serviços e impostos, embora utilize metodologia diferente da aplicada pelo IBGE.

O PIB mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da evolução econômica. Em linhas gerais, quando o PIB cresce, há aumento da produção, do consumo e dos investimentos. Já a retração indica desaceleração da atividade econômica.

A aceleração da economia ocorre em um ano eleitoral e em meio a medidas adotadas pelo governo federal para estimular o consumo e a atividade. Entre elas estão a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a liberação de recursos do FGTS e a ampliação de linhas de crédito mais baratas.

Apesar do resultado positivo no primeiro trimestre, analistas do mercado financeiro seguem projetando desaceleração da economia no acumulado de 2026. O próprio Banco Central tem defendido um ritmo mais moderado de crescimento como parte da estratégia para controlar a inflação.

Na ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, a autoridade monetária informou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo. Isso significa que a economia continua operando acima de seu potencial estimado, o que pode aumentar pressões inflacionárias.

Os números de março, no entanto, mostraram perda de ritmo. Segundo o Banco Central, o IBC-Br caiu 0,7% em relação a fevereiro, interrompendo uma sequência de três meses de alta. No mês anterior, o indicador havia avançado 0,87%.

Na comparação com março de 2025, o índice registrou crescimento de 2,3%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado dos três primeiros meses do ano, houve expansão de 0,3%. Em 12 meses até março, o crescimento apurado pelo BC foi de 0,7%.

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