HOME > Economia

Durigan leva ao G7 agenda sobre minerais críticos e investimentos no Brasil

Ministro da Fazenda participa de reunião em Paris e defende Brasil como destino seguro para capital estrangeiro

Dario Durigan (Foto: Washington Costa/MF)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa nesta semana da reunião do G7, em Paris, com uma agenda centrada nos impactos da guerra no Golfo Pérsico, na atração de investimentos estrangeiros para o Brasil e no debate sobre minerais críticos. As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo, em reportagem da jornalista Miriam Leitão.

Segundo Durigan, o encontro entre representantes das maiores economias do mundo é uma oportunidade para o Brasil compartilhar experiências sobre os efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, reforçar a imagem do país como um ambiente seguro para investidores internacionais.

Em conversa com jornalistas na capital francesa, o ministro afirmou que o governo brasileiro tem acompanhado as medidas adotadas por outros países para enfrentar os efeitos da guerra sobre inflação, combustíveis e crescimento econômico.

“Tenho liderado um debate global sobre os efeitos da guerra no mundo, no Brasil, na América Latina, mas tem sido muito importante ouvir os ministros de outros países, as lideranças de outros países que estão sentindo o impacto da guerra de uma outra perspectiva. Então, quando a gente conversa com os países do Golfo, que estão convidados para o almoço amanhã no G7, que contam a perspectiva local de como está o desenvolvimento da guerra na região, isso nos contribui muito conosco”, afirmou.

Durigan também destacou conversas recentes com autoridades europeias para entender como governos têm reagido às consequências econômicas do conflito.

“Conversando há um tempo atrás, eu tive com autoridades de Portugal, autoridades espanholas, autoridades alemãs na viagem com o presidente (Lula), e a gente pôde ver como eles estão enfrentando a guerra, de maneira muito parecida com o Brasil, fazendo subsídios limitados, tirando o tributo de alguns combustíveis que impactam a inflação global, a inflação no país. Então, tem sido importante acompanhar para adotar as melhores práticas no Brasil para lidar com a guerra”, declarou.

Outro eixo da agenda brasileira no G7 é a promoção do país como destino estratégico para investimentos internacionais. De acordo com o ministro, o governo pretende apresentar medidas econômicas e programas voltados à segurança financeira de investidores, incluindo iniciativas como o Eco Invest.

“Um fórum como o G7 permite fazer esse debate e mostrar como a gente tem melhorado a situação econômica no Brasil, do ponto de vista macro, com os números todos que a gente tem apresentado, mas também trazendo programas novos como o Eco Invest, em detalhes para que eles possam apresentar dentro dos seus países como investir no Brasil”, disse.

O ministro ressaltou ainda a estabilidade do real e o desempenho do mercado brasileiro como fatores positivos para atração de capital estrangeiro.

“Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a Bolsa que mais tem respondido bem ao investimento. Como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil também tem sido bastante importante”, afirmou.

A pauta sobre minerais críticos também ganhou destaque na participação brasileira no encontro. Durigan citou o interesse de países como a França nas reservas minerais brasileiras e defendeu um modelo de desenvolvimento que amplie a industrialização desses recursos dentro do país.

Segundo ele, a nova legislação aprovada pela Câmara dos Deputados estabelece diretrizes voltadas à soberania nacional e à segurança jurídica para investidores.

“O Brasil aprovou recentemente, na Câmara dos Deputados, uma nova lei sobre minerais críticos, que dá duas grandes diretrizes. A diretriz da soberania, a União Brasileira é proprietária dos minerais críticos, não só dos minerais críticos, mas também reforçar esse papel, avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil, fugindo um pouco da lógica histórica da gente ser meramente exportador de mineral crítico”, explicou.

Durigan acrescentou que o governo pretende estimular investimentos estrangeiros capazes de gerar empregos e promover transferência de tecnologia para universidades e empresas brasileiras.

“Se há capital francês, capital alemão, capital norte-americano querendo fazer investimento nisso, que se faça no Brasil, gerando emprego no Brasil, dividindo tecnologia com as universidades brasileiras. Essa é a nossa diretriz”, concluiu.

Artigos Relacionados