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Serviços crescem 1,2% em abril e compensam queda de março

Alta foi disseminada entre as cinco atividades pesquisadas e levou o setor a recuperar integralmente a queda registrada em março

Serviços crescem 1,2% em abril e compensam queda de março (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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247 - O setor de serviços cresceu 1,2% em abril de 2026 na comparação com março e compensou integralmente a queda de 1,1% registrada no mês anterior, com avanço nas cinco atividades investigadas e destaque para transportes, turismo e transporte aéreo de passageiros, as informações são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE.

O resultado mostra uma retomada ampla após o recuo de março. Na comparação com abril de 2025, o volume de serviços avançou 1,9%, alcançando o 25º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação, segundo o IBGE. No acumulado do ano, o setor cresceu 2,2% frente ao mesmo período de 2025, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 2,9%, mantendo o ritmo observado em março.

O gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, Rodrigo Lobo, afirmou que abril marcou uma recomposição completa das perdas do mês anterior. “De fato, o mês de abril trouxe uma recuperação integral do revés observado em março. Esse movimento também se deu de forma disseminada, ou seja, se em março todos os cinco setores recuaram, em abril, fizeram o movimento inverso, quando todos cresceram”, explicou.

Segundo Lobo, a oscilação entre março e abril está relacionada ao comportamento do ajuste sazonal e à diferença na quantidade de dias úteis. “O resultado de março pode ser explicado por conta do modelo de ajuste sazonal. Foi um mês com uma quantidade elevada de dias úteis (22) e o modelo acaba suavizando o movimento, o que acabou gerando uma pressão maior sobre o mês passado. Já abril acabou beneficiado por essa base de comparação mais baixa do mês anterior”, disse.

Apesar da recuperação, o setor segue sem uma trajetória claramente definida, embora permaneça em nível elevado. De acordo com Rodrigo Lobo, os serviços operavam em abril de 2026 em patamar semelhante ao de dezembro de 2025 e aos meses de janeiro e fevereiro de 2026. “Reforço, portanto, que o setor de serviços mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo de sua série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida”.

Transporte aéreo impulsiona recuperação dos serviços

Entre as atividades pesquisadas, o setor de transportes avançou 0,9% em abril e recuperou parte da perda de 1,6% registrada em março. O principal destaque foi o transporte aéreo de passageiros, que cresceu 7,0% no mês, após dois resultados negativos consecutivos.

“O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7,0% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros. Esse avanço ocorre após dois resultados negativos seguidos, quando o segmento perdeu, de forma acumulada, 16,6%, entre fevereiro e março de 2026. Essa volatilidade é fortemente influenciada pelos preços das passagens aéreas, já que em fevereiro e março houve avanço de 18,4% nos preços, enquanto em abril houve queda de 14,45% desse subitem do IPCA”, afirmou Rodrigo Lobo.

Na divisão entre passageiros e cargas, o transporte de passageiros cresceu 2,6% em abril frente a março, recuperando parte da queda acumulada de 4,1% nos dois meses anteriores. Com isso, o segmento ficou 4,7% acima do nível de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia, mas ainda 19,8% abaixo do pico histórico registrado em fevereiro de 2014.

Já o transporte de cargas recuou 0,9% em abril, no segundo resultado negativo seguido. No período, o segmento acumulou perda de 1,8% e ficou 6,0% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em julho de 2023. Ainda assim, permaneceu 35,9% acima do nível de fevereiro de 2020.

Serviços avançam 1,9% na comparação anual

Em relação a abril de 2025, o setor de serviços cresceu 1,9% em abril de 2026. A alta foi observada em quatro das cinco atividades de divulgação e em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados pela pesquisa.

O principal impacto positivo veio do setor de informação e comunicação, que avançou 6,3% na comparação anual. O desempenho foi influenciado pelo aumento de receita em atividades como desenvolvimento e licenciamento de softwares, consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação, hospedagem na internet, portais, provedores de conteúdo, outros serviços de informação na internet e telecomunicações.

São Paulo lidera impacto positivo entre os estados

Na análise regional, 14 das 27 unidades da Federação registraram crescimento no volume de serviços em abril, na comparação com março, já considerada a série com ajuste sazonal. São Paulo exerceu o principal impacto positivo, com alta de 1,4%.

Também tiveram contribuição relevante para o resultado nacional Paraná, com avanço de 3,0%, Minas Gerais, com alta de 1,4%, e Alagoas, que registrou crescimento de 23,3%. Na direção oposta, os impactos negativos mais importantes vieram do Rio de Janeiro, com queda de 3,6%, e do Distrito Federal, com recuo de 5,5%. Santa Catarina, Mato Grosso e Amazonas também apresentaram retrações, de 1,6%, 1,2% e 2,0%, respectivamente.

“O resultado regional, na verdade, trouxe um certo equilíbrio, na medida em que 14 unidades da federação ficaram no campo positivo, acompanhando o movimento do Brasil, e outras 12 mostraram taxas negativas. Houve ainda um local que mostrou estabilidade. Porém, o resultado de cada UF traz sua dinâmica própria. São Paulo, por exemplo, que foi o principal impacto positivo, foi influenciado pelo avanço em atividades jurídicas, transporte aéreo e serviços financeiros auxiliares”, esclareceu Rodrigo Lobo.

Turismo cresce 4,1% em abril

O índice de atividades turísticas avançou 4,1% em abril frente a março, recuperando parte da perda acumulada de 5,2% nos dois meses anteriores. Com o resultado, o segmento ficou 11,2% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e 2,2% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado em dezembro de 2024.

O crescimento do turismo foi disseminado regionalmente. Dos 17 locais pesquisados, 14 acompanharam a alta nacional. São Paulo teve a principal contribuição positiva, com avanço de 5,5%, seguido por Bahia, com 10,8%, Rio de Janeiro, com 2,5%, e Pernambuco, com 6,9%.

Entre os resultados negativos, o Amazonas liderou as perdas do turismo em abril, com retração de 3,4%. Ceará e Santa Catarina também recuaram, com quedas de 0,3% e 0,2%, respectivamente.

Pesquisa acompanha serviços não financeiros

A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o comportamento conjuntural do setor no país a partir da receita bruta de empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja principal atividade seja um serviço não financeiro. A pesquisa não inclui as áreas de saúde e educação.

Os dados são divulgados para o Brasil e para todas as unidades da Federação. A próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, referente a maio de 2026, está prevista para 15 de julho de 2026.

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