Sindicância no Banco Central busca revisar processos internos
Trabalho da corregedoria foi determinado por Gabriel Galípolo e não parte de suspeitas específicas relacionadas ao caso Master
247 - O Banco Central iniciou uma sindicância interna com o objetivo de revisar de forma abrangente seus atos e processos administrativos relativos à liquidação do Banco Master, em uma iniciativa conduzida pela presidência da instituição. A medida foi determinada por Gabriel Galípolo em meio a um ambiente de forte debate público sobre a atuação do órgão e tem como foco principal a proteção institucional, a melhoria de procedimentos e o fortalecimento da transparência, relata Míriam Leitão, do jornal O Globo.
A sindicância não decorre de qualquer suspeita prévia ou acusação direcionada, mas da decisão de submeter todos os procedimentos a uma avaliação criteriosa. A intenção é identificar fragilidades, corrigir eventuais falhas e criar mecanismos que evitem problemas semelhantes no futuro, reforçando a eficiência da autoridade monetária em um contexto de maior escrutínio público.
O trabalho está sob responsabilidade da corregedoria do Banco Central, órgão que atua de forma independente dentro da estrutura da instituição. Todo o material relacionado ao caso foi encaminhado para essa instância, que conduz a apuração com autonomia técnica. A atuação da corregedoria é apresentada como um elemento central para assegurar credibilidade ao processo e garantir que a análise seja feita com rigor.
No contexto da apuração, ganha destaque o caso do Banco Master, classificado pelo Banco Central como uma instituição do tipo S3, categoria que reúne bancos de menor porte no sistema financeiro nacional. Em condições normais, a eventual quebra de uma instituição desse segmento não deveria gerar grande repercussão. No entanto, os desdobramentos foram ampliados pela constatação de episódios de corrupção e fraude, o que elevou a gravidade do caso.
A sindicância busca esclarecer em detalhes tudo o que ocorreu, avaliando os processos de supervisão e as decisões adotadas ao longo do tempo. A lógica, segundo o entendimento exposto, é que a autoridade monetária precisa aprender com situações críticas, examinando seus próprios métodos para reduzir riscos e evitar novos episódios que possam comprometer sua atuação institucional.


