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Sindicato relata pressão interna contra críticos da PEC 65 no Banco Central

A PEC 65, defendida pelo Banco Central, estabelece um novo regime jurídico que ampliaria a autonomia da instituição

Banco Central (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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247 - O Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (SINAL) pediu a abertura de investigações para apurar uma suposta pressão contra funcionários contrários à proposta de emenda à Constituição (PEC) 65/2023, em ofício enviado nesta segunda-feira (18) ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao diretor de Administração do BC, Rodrigo Teixeira. Segundo o SINAL, o requerimento, encaminhado em 3 de maio, segue sem resposta.

O ofício relata "imputações pessoais, questionamentos quanto à integridade de condutas de colegas e manifestações de caráter depreciativo dirigidas a grupos ou referentes a opiniões específicas".

O documento também solicita a apuração de "eventual expedição de orientação institucional clara acerca da utilização adequada de meios administrativos e canais corporativos da Autarquia, especialmente em contextos de mobilização associativa, sindical ou política interna".

A PEC 65, defendida pelo Banco Central, estabelece um novo regime jurídico que ampliaria a autonomia da instituição. O relatório do senador Plínio Valério (PSDB-AM) pode ser votado na quarta-feira (20) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. 

A proposta vem sendo criticada pelo SINAL desde sua apresentação em 2023. Segundo o SINAL, a PEC 65 vai além do aperfeiçoamento da governança do BC ao criar uma entidade com poderes de Estado "sem os devidos controles democráticos".

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