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Viagem de Lula a Washington pode “zerar” o tarifaço, diz Alckmin

Vice-presidente diz que agenda em Washington mira fim do tarifaço e avanço em setores agrícola e industrial ainda afetados por taxas dos Estados Unidos

O vice-presidente Geraldo Alckmin - 28/08/2025 (Foto: Henry Romero/Reuters)

247 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (3) que a próxima viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos terá como foco central a retirada total das tarifas que ainda incidem sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A visita a Washington está prevista para março e deve incluir uma reunião presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o vice-presidente, o chamado “tarifaço” norte-americano já foi parcialmente reduzido nos últimos meses, mas ainda afeta uma parcela relevante das exportações brasileiras. Ele destacou que o tema estará entre os principais pontos da conversa entre os dois chefes de Estado.

 “A expectativa [sobre a viagem] é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço, reduziu e hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou Alckmin.

De acordo com o vice-presidente, diversos setores já foram retirados da lista de produtos atingidos pelas tarifas, após avanços nas negociações bilaterais. “Já avançou bastante, nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas, café... já muita coisa saiu [do tarifaço]. A ideia agora é focar bastante agora em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, disse.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que o encontro presencial entre Lula e Donald Trump poderá contribuir para reorganizar e fortalecer a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Além das questões comerciais, o governo brasileiro considera que a agenda deve incluir temas de interesse comum, como a situação na América Latina e o combate ao crime organizado.

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