HOME > Economia

Vorcaro admite problemas de liquidez do Master e diz que venda do banco foi construída dentro do próprio BC

Segundo Vorcaro, o Master usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio

Protesto do Movimento Brasil Livre (MBL) em frente à sede do Banco Master, em São Paulo-SP - 22 de janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse em depoimento à Polícia Federal, divulgado nesta sexta-feira (23) pelo portal G1, que a venda da instituição ao BRB (Banco de Brasília) foi construída dentro do próprio Banco Central. 

O jornal O Globo noticiou mais cedo nesta sexta-feira que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que comprasse carteiras do Master para ajudar a instituição a resolver problemas de liquidez. Em nota à imprensa, o BC disse que Aquino “obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.

No mesmo depoimento, Vorcaro disse ainda que o Master enfrentava problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio. Contudo, ele argumentou que os problemas do Master ocorreram em razão de pressão para mudança regulatória. Ele alegou que não havia nada de errado na operação do Master, dependente do FGC e da cessão de ativos, até que as regras foram mudadas depois que o banco cresceu. Segundo, ele a operação passou também por crédito consignado, emissão de cédulas de crédito bancário (CCBs) e uso de originadores terceirizados. Ainda de acordo com Vorcaro, ele mesmo aportou quase R$ 6 bilhões de seu patrimônio pessoal para sustentar o modelo do Master.

Vorcaro, suspeito de cometer fraudes contra o sistema financeiro, prestou o depoimento no final de 2025. Em novembro, em decisão concomitante a uma operação policial que indicou suspeita de fraude de R$ 12 bilhões, o BC decretou a liquidação do Master.

Artigos Relacionados