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'A retaliação é ao PSOL e especificamente contra mim', diz Renata Souza

Deputada afirma que perda de comissões na Alerj ocorreu após denúncias envolvendo Banco Master e Refinaria de Manguinhos

Renata Souza (Foto: Divulgação)
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247 - A deputada estadual Renata Souza (PSOL) afirmou que a retirada de parlamentares do PSOL da presidência de comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi uma retaliação política ligada às denúncias e pedidos de investigação apresentados por sua bancada contra aliados do ex-governador Cláudio Castro. A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom Dia 247, da TV 247.

Segundo a parlamentar, a decisão atingiu diretamente o partido após a apresentação de iniciativas como o pedido de criação da CPI do Banco Master e a coleta de assinaturas para uma CPI destinada a investigar a Refinaria de Manguinhos (Refit), empresa que ela classificou como uma das maiores devedoras do estado.

“A retaliação é ao PSOL e especificamente contra mim”, afirmou Renata Souza durante a entrevista. A deputada sustenta que as mudanças promovidas na estrutura das comissões ocorreram em resposta à atuação fiscalizadora da bancada, que tem denunciado supostas irregularidades na gestão estadual e defendido a abertura de investigações parlamentares.

De acordo com a parlamentar, a CPI do Banco Master não avançou porque outros pedidos de investigação foram colocados à frente na pauta da Assembleia. Ela questionou a falta de transparência na definição da ordem de tramitação dessas propostas e acusou a direção da Casa de utilizar mecanismos regimentais para impedir o andamento das apurações.

Renata relaciona a disputa ao contexto das investigações que envolvem recursos do RioPrevidência aplicados no Banco Master. Segundo ela, o tema provocou forte reação de setores políticos ligados ao governo estadual e à maioria da Alerj. A deputada também citou a tentativa de instalação de uma CPI para investigar a Refit, que, segundo afirma, teria recebido benefícios fiscais e perdão de dívidas durante a gestão de Cláudio Castro.

Entre os parlamentares atingidos pelas mudanças estão a própria Renata Souza, que presidia a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, e o deputado Flávio Serafini (PSOL), que comandava a Comissão dos Servidores Públicos. A deputada afirmou que as duas comissões exerciam papel estratégico na fiscalização do governo e na defesa de políticas públicas.

Ao comentar sua saída da Comissão da Mulher, Renata destacou iniciativas desenvolvidas durante sua gestão, como a criação de uma estrutura permanente de atendimento a mulheres vítimas de violência dentro da Alerj. Segundo ela, o espaço oferecia suporte jurídico, psicológico e assistência social, tendo realizado centenas de atendimentos desde sua implantação.

A deputada também atribuiu a perda das presidências ao que classificou como uma tentativa de enfraquecer parlamentares que têm enfrentado setores influentes da política fluminense. “Atacar o PSOL e atacar pessoalmente a mim e ao deputado Flávio Serafini foi a solução que eles encontraram para retaliar a nossa atuação”, declarou.

Para Renata Souza, a reorganização das comissões reflete uma disputa mais ampla pelo controle político da Assembleia em um momento marcado por investigações envolvendo integrantes do grupo político que comandou o governo estadual nos últimos anos. A parlamentar afirmou que continuará defendendo a abertura das CPIs e cobrando apuração sobre o uso de recursos públicos no Rio de Janeiro.

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