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“EUA passam a discutir seriamente greve geral contra Trump”, diz Markus Sokol

Economista e dirigente do PT avalia, em entrevista à TV 247, que a aposta de Trump em reprimir manifestantes fracassou. Assista

Markus Sokol e protesto contra Trump nos EUA (Foto: Brasil247 | REUTERS/Tim Evans)

247 – O economista Markus Sokol, dirigente nacional do PT e um dos fundadores do partido, afirmou em entrevista à TV 247 que, nos Estados Unidos, cresce o debate sobre uma greve geral contra o presidente do país, Donald Trump. Segundo ele, o governo dos EUA tem adotado uma estratégia de confronto direto com os manifestantes, que ocupam as ruas em protestos intensos contra as ações brutais de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

Segundo Sokol, a mobilização contrária a Trump vem ganhando força em diferentes setores da sociedade, ainda que a concretização de uma greve geral enfrente obstáculos significativos no contexto dos Estados Unidos.

"Esse fim de semana ocorre a terceira jornada de protestos, afetando centenas de cidade, em tamanhos variados. Mas 300 cidades são 300 cidades. Se discute uma greve geral, não sei se vamos chegar a isso, com tudo ao mesmo tempo, mas sim a um movimento mais engajado contra Trump", pontuou Sokol. 

Ele ainda citou que muitos nos EUA defendem a abolição do ICE e rejeitam o fascismo. "Por enquanto, o tiro está mais para sair pela culatra, porque há uma resistência, na política, como nas eleições em Nova York, mas mais amplamente de resposta que busca o seu caminho, com movimentos e organizações muito sérias, como  os Socialistas Democráticos da América, que estão fazendo um trabalho de primeira linha", avaliou. 

Mais cedo, a agência Reuters informou que os agentes do ICE em Minnesota receberam instruções na quarta-feira (28) para evitar o contato com “agitadores”, enquanto realizam a repressão à imigração. 

A nova orientação, que oferece a visão mais detalhada até agora sobre como as operações mudarão após duas ações fatais contra cidadãos dos EUA que protestavam em Minneapolis, também ordena que os agentes do ICE tenham como alvo apenas imigrantes com acusações ou condenações criminais. Isso representaria um recuo após as operações que provocaram reações adversas e contestação judicial em Minneapolis e outras cidades dos EUA. Assista: 

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