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Flávio Serafini: “Cláudio Castro transformou o governo em um escândalo permanente”

Deputado do PSOL afirma que relação entre Banco Master, governo do Rio e família Bolsonaro pode revelar esquema de favorecimento político e financeiro

Claudio Castro - Daniel Vorcaro (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / Banco Master/Divulgação)
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247 - O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ) afirmou que as investigações sobre o Banco Master e o governo do Rio de Janeiro atingem diretamente o núcleo político do governador afastado Cláudio Castro e podem ampliar o desgaste da família Bolsonaro no estado. Em entrevista ao programa Bom Dia 247, Serafini disse que a sucessão de operações da Polícia Federal expõe um “processo acelerado de desmoralização” da extrema direita fluminense.

“Cláudio Castro transformou o governo em um escândalo permanente”, declarou.

O parlamentar comentou as investigações envolvendo investimentos do RioPrevidência no Banco Master e destacou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que descreve indícios de irregularidades nas operações financeiras realizadas entre o governo estadual e a instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo Serafini, as apurações mostram que encontros entre Cláudio Castro e Vorcaro antecediam liberações de recursos públicos para o banco.

“A Polícia Federal apontou que, antes de cada investimento do RioPrevidência no Banco Master, o Cláudio Castro se encontrava com o Vorcaro”, afirmou.

O deputado disse que a investigação revela uma estrutura de “entendimentos políticos” envolvendo viagens internacionais, mudanças na direção do RioPrevidência e flexibilização de regras internas para permitir aplicações bilionárias no banco.

Durante a entrevista, Serafini também citou a relação entre Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, as mensagens e registros já divulgados indicam que o parlamentar buscava recursos do banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

“O Flávio Bolsonaro não aparece como alguém que recebeu uma oferta. Ele aparece buscando dinheiro”, afirmou.

Para o deputado, a tentativa de ocultar a operação financeira amplia as suspeitas sobre a relação entre a família Bolsonaro e o empresário.

“Se era apenas investimento em um filme, por que esconder? Por que mentir tantas vezes sobre isso?”, questionou.

Serafini afirmou que as circunstâncias do negócio sugerem possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro e apontou que parte dos recursos pode ter sido utilizada para financiar atividades políticas no exterior ligadas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro.

“Tudo ali está desenhado de uma forma que indica movimentações muito suspeitas”, disse.

Apesar disso, o deputado avalia que o bolsonarismo mantém forte capacidade de resistência eleitoral mesmo diante das denúncias. Segundo ele, pesquisas recentes mostram queda na vantagem eleitoral da extrema direita no Rio, mas ainda insuficiente para provocar um colapso político do grupo.

“Existe uma resiliência impressionante do bolsonarismo aos escândalos”, afirmou.

Serafini atribuiu essa resistência à combinação entre antipetismo, influência de lideranças religiosas e estrutura digital da extrema direita. Ele também criticou o papel de setores empresariais ligados ao segmento evangélico.

“Hoje existe um setor da elite econômica que utiliza a fé como instrumento de poder político e financeiro”, declarou.

O deputado afirmou que a crise envolvendo Cláudio Castro, Banco Master e os Bolsonaro pode redefinir o cenário político fluminense para 2026, especialmente diante do avanço das investigações federais e do desgaste do grupo no comando do estado.

“As operações sucessivas estão desmontando a imagem de normalidade que eles tentavam manter”, disse.

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