Marcelo Uchôa: “Tenho pena de quem é contemporâneo e não enxerga o valor de Lula”
Jurista avalia balanço político de 2025 e afirma que o presidente se consolidou como liderança histórica em meio a desafios institucionais
247 - O jurista Marcelo Uchôa afirmou que o Brasil vive um período singular de sua história recente sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao analisar o cenário político e institucional do país, Uchôa sustentou que parte da sociedade não consegue dimensionar o significado histórico do atual momento. “Nós podemos dizer, brasileiras e brasileiros, que nós temos à frente do país um estadista”, declarou. Em seguida, completou: “Tenho até pena das pessoas que são contemporâneas e não percebem que estão vivendo no mesmo tempo de uma das pessoas mais magníficas da história da humanidade, da história republicana brasileira”.
As declarações foram feitas durante entrevista concedida ao programa Bom Dia 247, na TV 247, na qual o jurista fez um balanço detalhado de 2025, relacionando avanços institucionais, indicadores sociais e a projeção internacional do governo Lula. Segundo ele, a análise do período exige distanciamento do noticiário cotidiano para compreender a dimensão das mudanças em curso.
Uchôa afirmou que o país deu um “salto qualitativo extraordinário” em relação aos anos anteriores, especialmente no campo democrático. Para ele, a responsabilização judicial de envolvidos em ataques à democracia representou um marco inédito. “A prisão desses golpistas foi uma das coisas importantes que aconteceu no Brasil. Afinal de contas, jamais quem atentou contra a democracia no país tinha sido punido”, disse. Na avaliação do jurista, esse processo estabelece um precedente institucional claro para o futuro.
Ao tratar da condução do governo, Uchôa destacou a capacidade de articulação do presidente mesmo diante de um Congresso que, segundo ele, atua de forma adversa. “Se você considerar que o Brasil tem um Congresso Nacional jogando contra mesmo, chantageando, tentando sabotar a estabilidade interna, o que foi feito até aqui é inacreditável”, afirmou. Para o jurista, esse contexto reforça o papel de Lula como principal força motriz do governo. “Ele mesmo é a locomotiva do próprio governo”, resumiu.
O jurista também apontou a vitalidade política do presidente como elemento central de sua liderança. “Um cara que sofreu, que saiu do zero, construiu o maior partido da América Latina, continua sendo uma liderança, um vigor aos 80 anos de idade”, afirmou. Ao comentar críticas baseadas na idade do presidente, Uchôa classificou esse tipo de abordagem como esvaziada de conteúdo político. “Esse etarismo aí é o último dos últimos dos últimos argumentos que eles podem utilizar”, disse.
Na entrevista, Uchôa ressaltou ainda o reconhecimento internacional do Brasil e a atuação diplomática do governo. Segundo ele, o país retomou uma posição de diálogo firme no cenário global, sem subordinação. “O Brasil mostrou uma diplomacia consistente. Não se dobrou à chantagem do Trump, e conseguiu abrir diálogo com altivez”, afirmou.
Ao encerrar sua análise, o jurista voltou a enfatizar o caráter histórico do momento político brasileiro. Para ele, a combinação entre reconstrução institucional, políticas sociais e liderança presidencial coloca o país em um ciclo distinto de sua trajetória recente. “É um tempo que vai ser estudado no futuro”, disse, ao reiterar que a dificuldade de reconhecer esse processo é, em suas palavras, uma perda para quem o vivencia sem compreendê-lo. Assista:



