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Paulo Nogueira Batista: “Michelle desgasta Flávio já de olho em 2030”

Economista avalia que disputa no bolsonarismo enfraquece candidatura de Flávio Bolsonaro e amplia chances de Lula em 2026

Michele Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)
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247 – O economista Paulo Nogueira Batista Jr. afirmou que a disputa pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro expõe uma divisão profunda no campo bolsonarista e pode produzir efeitos relevantes na eleição presidencial de 2026. As declarações foram feitas em vídeo publicado na TV 247, no qual o ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos BRICS) analisa o cenário político-eleitoral brasileiro.

Segundo Batista Jr., o confronto entre os dois principais nomes da família Bolsonaro representa um desgaste direto para a candidatura de Flávio Bolsonaro, hoje apontado por ele como o principal nome da oposição. Para o economista, a crise interna acaba beneficiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará a reeleição.

“O conflito entre ela e Flávio é muito prejudicial à candidatura do Flávio Bolsonaro e, evidentemente, por consequência, favorece a reeleição de Lula”, afirmou.

Na avaliação de Paulo Nogueira Batista Jr., a divergência ganhou contornos públicos a partir de desentendimentos relacionados às eleições estaduais no Ceará e à condução política de Flávio Bolsonaro. Ele observou que Michelle Bolsonaro optou por responder de forma aberta, em um vídeo que, segundo sua leitura, foi cuidadosamente preparado.

O economista destacou a capacidade de comunicação da ex-primeira-dama como um fator político relevante. Em sua análise, Michelle demonstra qualidades que a credenciam para disputar cargos majoritários no futuro.

“O vídeo foi muito bem preparado. A assessoria dela parece competente. Ela tem uma capacidade de expressão muito grande, é articulada, jovem, bonita e carismática”, disse.

Para Batista Jr., a atuação de Michelle não se limita ao atual embate interno. Ele acredita que a ex-primeira-dama também projeta sua trajetória política para os próximos anos, mirando tanto uma candidatura ao Senado quanto uma eventual disputa pela Presidência da República em 2030.

Segundo ele, esse movimento ocorre porque o grupo político liderado por Lula deverá enfrentar uma transição de liderança após o atual ciclo presidencial, abrindo espaço para uma nova configuração da disputa nacional.

“Michelle está apostando talvez não só em 2026, na candidatura dela ao Senado, mas também em 2030”, avaliou.

Na análise do economista, caso Lula deixe de ser candidato após o atual mandato, o bolsonarismo poderá apresentar Michelle como principal representante do campo conservador em uma futura disputa presidencial.

Ao concluir sua avaliação, Paulo Nogueira Batista Jr. afirmou que a fragmentação da direita cria uma oportunidade política para o governo. Em sua visão, o presidente Lula precisará explorar essas fissuras para ampliar suas chances eleitorais.

“É muito importante que Lula aproveite essas divisões que existem na direita para prevalecer na eleição de outubro”, concluiu.

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