HOME > Entrevistas

‘Trump quer impor agenda que não é mais hegemônica, e sim supremacista’, alerta Cunca Bocayuva

Em entrevista à TV 247, o professor da UFRJ avalia que o atual presidente dos EUA expressa perda de hegemonia e lógica global de segregação

Cunca Bocayuva (Foto: Reprodução/TV247 I Daniel Torok/Casa Branca)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - Professor de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante do Laboratório do Direito Humano à Cidade e Território (LDCT), Cunca Bocayuva fez duras críticas a Donald Trump e disse, em entrevista ao programa Giro das Onze, que o presidente dos Estados Unidos tem um “projeto autofágico”.

Em participação na TV 247, o especialista afirmou que o chefe da Casa Branca representa a “destruição do próprio projeto” de nação, para “impor uma agenda que “não é mais hegemônica”, e sim "supremacista". “Há uma perda de hegemonia (dos EUA)”, continuou.

Em sua análise, o professor pontuou existir, em nível global, um “esgotamento da lógica neoliberal, para lógica de novas fronteiras, de controle, de guerras”. "É uma geopolítica das segregações, da hierarquia entre povos”, observou Bocayuva em crítica à política externa defendida pelo atual presidente dos EUA.

O professor também afirmou que a extrema direita atua por meio de uma lógica destrutiva e associou esse campo político a práticas de violência institucional e social.

Na entrevista, o especialista disse que a extrema direita é “destrutiva, produz dinâmica fascista”, com lógica de “ódio, violência, destruição da Constituição, das leis do trabalho”. “E desastre na política de segurança”, complementou o estudioso em alusão à flexibilização de armamento defendida tanto nos EUA como pelo bolsonarismo.

Em 27 de abril, a aprovação de Trump atingiu o menor patamar de seu atual mandato, em meio ao avanço da insatisfação dos estadunidenses com sua condução do custo de vida e com a guerra contra o Irã, segundo nova pesquisa Reuters/Ipsos.

O levantamento, realizado ao longo de quatro dias, apontou que 34% dos estadunidenses aprovam a atuação de Trump na Casa Branca. O índice ficou abaixo dos 36% registrados na pesquisa Reuters/Ipsos anterior, feita entre 15 e 20 de abril.

Em 3 de junho, a pesquisa da AtlasIntel apontou que 54,8% dos brasileiros entrevistados avaliam o presidente dos EUA de forma negativa. Outros 41,7% expressaram opinião positiva, e 3,5% não souberam responder aos questionamentos.

Artigos Relacionados