Estudante de psicologia sai de casa para procurar emprego, sofre ataque de desconhecido e é assassinada
Homem confessou o estupro e disse que cometeu o assassinato por estrangulamento
247 - Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, suspeito de matar a estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, afirmou à polícia que o crime não foi planejado e que a vítima foi escolhida de “forma aleatória”. Ele confessou o estupro e disse que cometeu o assassinato por estrangulamento. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
Vanessa havia desaparecido na segunda-feira (9/2) depois de sair do centro de Juatuba, onde esteve na unidade do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Imagens de câmeras de segurança da região registraram os últimos momentos da jovem caminhando por uma via da cidade, enquanto era seguida pelo suspeito, que a levou para uma área de mata.
De acordo com a investigação, a estudante foi estuprada e morta no local. O corpo foi encontrado na terça-feira (10/2), sem roupas e com sinais de violência, o que levou familiares e moradores a acionarem a polícia. A partir da análise das imagens e de outras diligências, os investigadores identificaram o suspeito e iniciaram as buscas.
A prisão ocorreu em Carmo do Cajuru, quando policiais localizaram o homem dentro de um trem que havia saído de Itaúna com destino a Divinópolis. Após contato com o maquinista, a viagem foi interrompida. O suspeito tentou fugir e se esconder pela cidade, mas foi interceptado e preso.
Durante a abordagem, ele confessou o crime e declarou ter estrangulado a vítima com um cabo de carregador de notebook. Questionado sobre as lesões aparentes no próprio corpo, disse que os ferimentos ocorreram durante o homicídio.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a família da jovem havia comunicado o desaparecimento ainda na segunda-feira. Dois moradores da região, ao terem acesso a imagens que circulavam nas redes sociais mostrando um homem seguindo Vanessa, refizeram o trajeto e chegaram à área de mata, onde encontraram uma calça jeans suja de barro e, em seguida, o corpo da estudante. O atendimento de emergência foi acionado imediatamente.
A PMMG informou ainda que o suspeito foi identificado um dia após o crime. Em contato com a mãe dele, policiais ouviram que, no dia do desaparecimento, o homem chegou em casa com o corpo coberto de barro, arranhões e roupas sujas de sangue. À época, ele teria alegado que usou crack com uma mulher e que, após o consumo da droga, os dois brigaram — justificativa que não se sustentou diante das evidências reunidas.
No campo judicial, há histórico de condenações. Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o suspeito cumpria pena em regime fechado por crimes como tráfico, furto, roubo e estupro, mas estava em regime semiaberto domiciliar desde 20 de dezembro do ano passado, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a nova acusação, foi expedido mandado de prisão e determinada a regressão cautelar do regime.
As penas anteriores somam 38 anos, 10 meses e 29 dias, dos quais mais de 23 anos já teriam sido cumpridos. Agora, ele deverá responder também pelo homicídio da estudante, enquanto a polícia finaliza o inquérito e o Ministério Público prepara a denúncia.


