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Polícia já sabe quem matou adolescente de 14 anos encontrada em mata

A Polícia Civil afirma que o suspeito descreveu a dinâmica do crime durante o interrogatório

Iasmyn foi encontrada morta com ferimentos na cabeça (Foto: Reprodução)
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247 - O jovem de 18 anos suspeito de matar Iasmyn Eckhardt da Silva, de 14 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (17), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Segundo a Polícia Civil, ele era amigo da adolescente e confessou o crime durante depoimento prestado à Delegacia de Homicídios.

As informações são do g1. Iasmyn foi encontrada morta na tarde de domingo (14), em uma área de mata no bairro Portal da Foz, próxima ao cruzamento da Avenida Sabiá com a Rua Sérgio Gasparetto. A adolescente apresentava ferimentos graves na cabeça e no rosto.

De acordo com o delegado Marcelo Pereira Dias, o suspeito afirmou em depoimento que matou Iasmyn por acreditar que ela estaria preparando uma emboscada contra ele. O nome do jovem não foi divulgado pela polícia. 

A investigação chegou ao rapaz após a análise de imagens de câmeras de segurança registradas nas proximidades do local onde o corpo foi encontrado. Segundo o delegado, as gravações mostraram que a adolescente chegou à região acompanhada de um homem, posteriormente reconhecido por familiares como amigo próximo da vítima.

"Foi possível perceber que ela chegou ao local acompanhada do indivíduo posteriormente identificado e reconhecido pelos familiares da vítima como sendo amigo próximo dela. A equipe de investigação logrou êxito em localizar esse indivíduo após ele chegar do trabalho", contou o delegado.

Durante as diligências, os policiais encontraram na casa do suspeito o celular e um par de chinelos de Iasmyn. A roupa que ele teria usado no dia do crime também foi apreendida. Segundo a Polícia Civil, a peça apresentava manchas de sangue e foi encaminhada para perícia.

Antes de ser levado à delegacia, moradores da região tentaram agredir o suspeito. A ação foi contida por policiais, que conduziram o jovem à Delegacia de Homicídios de Foz do Iguaçu para interrogatório.

Conforme Marcelo Pereira Dias, o suspeito deverá responder por homicídio e furto. Com a prisão preventiva, a expectativa da Polícia Civil é concluir o inquérito em até dez dias. O jovem permanece detido na cadeia pública de Foz do Iguaçu.

No depoimento, o suspeito confessou ter matado Iasmyn e afirmou que agiu sozinho. Ele negou ter cometido abuso sexual contra a adolescente e sustentou que o crime não teria sido premeditado.

Segundo o delegado, o jovem disse que desconfiava de uma suposta emboscada. Ele relatou à polícia que havia sido ameaçado por outro homem, que também seria amigo de Iasmyn. A versão apresentada pelo suspeito, no entanto, é contestada pela família da vítima.

A Polícia Civil afirma que o suspeito descreveu a dinâmica do crime durante o interrogatório. De acordo com o delegado, a adolescente foi atingida com um tijolo.

"Ficou demonstrado que ele efetivamente agrediu a vítima com um tijolo. Um deles foi encontrado no local com sujidades de sangue. Ele agrediu a vítima por pelo menos quatro vezes na região da nuca e na lateral da cabeça, o que causou o falecimento da vítima no local", contou o delegado.

Ainda segundo a investigação, o suspeito disse que convenceu Iasmyn a acompanhá-lo até a área de mata sob o argumento de que precisava buscar uma porção de droga. Ele afirmou ter permanecido no local por cerca de 40 minutos após o crime e, depois, saído sozinho.

"Segundo ele, ele deixou a vítima no local dos fatos vestida. Ele diz que não promoveu qualquer tipo de ato contra a dignidade sexual da vítima e que havia a possibilidade de outras pessoas terem frequentado o local depois da saída dele", explicou o delegado.

A polícia informou que vai buscar novas imagens de câmeras de segurança para reconstruir o trajeto feito pela vítima e pelo suspeito antes do crime. A apuração também pretende verificar se houve participação de outras pessoas ou se o jovem agiu sozinho, como declarou.

A família de Iasmyn rejeita a explicação apresentada pelo suspeito. Elizani Rotela, tia da adolescente, afirmou que a sobrinha era uma menina tranquila e que não tinha envolvimento com atividades criminosas.

"Era uma criança boa, tranquila. No início do ano, ela teve colônia de férias. Eu levei ela para o meu trabalho, ela brincou a semana inteira com a gente. É o tipo de informação que a gente acha muito importante repassar, para reforçar que ela não tinha envolvimento com droga, que ela não era garota de programa, que ela não tinha envolvimento com o crime e que ele era amigo dela", afirmou a tia.

Segundo Elizani, o suspeito frequentava a casa da família e tinha a confiança de Iasmyn. Para os parentes, não procede a alegação de que a adolescente estaria armando uma emboscada contra o amigo.

A tia relatou que, na noite do crime, Iasmyn recebeu uma mensagem do suspeito pedindo ajuda para recuperar uma moto que ele dizia ter estragado. Depois disso, a adolescente saiu de casa para ajudá-lo e não retornou.

"Sempre quando tem uma violência contra a mulher ou contra uma menina, as pessoas sempre perguntam: mas o que ela estava fazendo? Era usuária de droga, era prostituta, estava na rua? A gente tem que parar de fazer esse tipo de pergunta e começar a perguntar por que homens ficam à vontade de fazer isso com corpos de mulheres todos os dias", afirma Elizani.

O crime ocorreu durante a madrugada de domingo (14). Iasmyn era estudante e completaria 15 anos no dia 9 de julho. Conforme o delegado, testemunhas relataram ter ouvido uma discussão na região onde o corpo foi localizado.

“Há informações de que a vítima gritou por ajuda e, na sequência, dois veículos deixaram o local.”, afirmou o delegado.

O corpo da adolescente foi encontrado por um morador, que acionou a Polícia Militar. De acordo com a Polícia Civil, Iasmyn apresentava lesões na face e na cabeça.

“A vítima apresentava lesões na face e na cabeça. Próximo ao corpo foi encontrado um pedaço de concreto com sinais de sangue, o que indica que ela pode ter sido atingida por esse objeto”, disse Marcelo Pereira Dias.

Segundo a Polícia Científica, a causa da morte foi lesão crânio-encefálica provocada por ação contundente. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime, confirmar a dinâmica relatada pelo suspeito e apurar se outras pessoas estiveram no local.

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