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EUA usam “ameaça chinesa” para buscar interesses egoístas, diz China

Porta-voz critica tarifas anunciadas por Donald Trump e afirma que o direito internacional deve ser a base da ordem global

Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa (Foto: Global Times)

247 - A China reagiu de forma dura à decisão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais a países europeus em meio a negociações envolvendo a Groenlândia. O governo chinês acusou Washington de recorrer à chamada “ameaça chinesa” como justificativa para defender interesses próprios e pressionar parceiros internacionais. As informações são do Global Times.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim já deixou clara sua posição sobre a Groenlândia em diversas ocasiões e reiterou a defesa da ordem internacional baseada no direito internacional e nos princípios da Carta das Nações Unidas.

Segundo Guo Jiakun, a postura dos Estados Unidos viola fundamentos básicos das relações internacionais. “A China tem reiteradamente exposto sua posição sobre a questão da Groenlândia em muitas ocasiões. O direito internacional, baseado nos propósitos e princípios da Carta da ONU, é o fundamento da atual ordem internacional e deve ser preservado. Instamos o lado dos EUA a parar de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para buscar interesses egoístas”, afirmou o porta-voz.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seu governo pretende impor uma tarifa adicional de 10% a oito países europeus. A medida, segundo Trump, permaneceria em vigor até que as partes envolvidas cheguem a um acordo relacionado à “compra da Groenlândia”.

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