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BNDES e Finep aprovam R$ 71,5 bilhões para inovação

Volume de crédito cresce 321% e impulsiona política industrial com foco em tecnologia, digitalização e competitividade no Brasil

Presidente Lula, Geraldo Alckmin e Aloizio Mercadante (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 71,5 bilhões em crédito voltado a projetos de inovação entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, dentro do programa Nova Indústria Brasil. O montante representa um crescimento de 321% em relação ao ciclo anterior, de 2019 a 2022, quando foram liberados R$ 17 bilhões, segundo a Folha de São Paulo.

Do total aprovado, R$ 35,9 bilhões foram contratados pela Finep e R$ 35,6 bilhões pelo BNDES, demonstrando equilíbrio na atuação das duas instituições no financiamento à inovação. O ritmo das aprovações também se intensificou ao longo do período: apenas entre janeiro e setembro de 2025, os desembolsos chegaram a R$ 14 bilhões, valor equivalente a todo o crédito aprovado em 2023.

Subvenções e estímulo a projetos de alto risco tecnológico

Além do crédito tradicional, a Finep atua com subvenções econômicas — recursos não reembolsáveis destinados a iniciativas com elevado risco tecnológico. No ciclo entre 2024 e 2025, a instituição, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou 13 editais que somaram R$ 2,5 bilhões.

Esses investimentos viabilizaram cerca de 200 projetos, envolvendo aproximadamente 400 empresas, 2.800 pesquisadores e 140 instituições científicas e tecnológicas. Mais recentemente, uma nova rodada foi anunciada, com R$ 3,3 bilhões distribuídos também em 13 editais, ampliando o alcance das iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

Programa Nova Indústria Brasil mira competitividade

Lançado em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa Nova Indústria Brasil prevê R$ 300 bilhões em recursos administrados pelo BNDES, Finep e Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). A estratégia está estruturada em seis áreas prioritárias: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional.

A proposta central é fortalecer a competitividade da indústria brasileira por meio do incentivo à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à digitalização dos processos produtivos.

Governo destaca papel estratégico do financiamento

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância do crédito para impulsionar a indústria nacional. Segundo ele, "o crédito destinado à inovação é fundamental para que a indústria brasileira desenvolva novas tecnologias e seja competitiva".

Mercadante também destacou que "o apoio do BNDES e da Finep atende à política industrial do governo do presidente Lula, que também tem como finalidade digitalizar, modernizar e estimular a produção disruptiva, como o carro voador da Eve e inteligência artificial".

Com a ampliação dos investimentos e a aceleração dos financiamentos, o governo aposta na inovação como eixo central para modernizar o parque industrial brasileiro e posicionar o país em setores estratégicos da economia global.

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