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Lula acompanha assinatura de contratos bilionários do programa Mar Aberto

Investimentos de R$ 2,8 bilhões preveem construção de navios e geração de mais de 9 mil empregos na indústria naval brasileira

Presidente Lula e indústria naval (Foto: ABr | Agência Transpetro)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta terça-feira (20), da cerimônia de assinatura de contratos para a construção de novas embarcações no âmbito do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à retomada e ao fortalecimento da indústria naval e offshore no país. O evento ocorre no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e marca um pacote de investimentos estimado em R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos. O programa é coordenado pelo governo federal em parceria com a Petrobras e a Transpetro.

Ao todo, os contratos assinados preveem a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças, que serão operados pela Transpetro e produzidos em estaleiros localizados em três estados: Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina. A iniciativa integra a estratégia de recuperação sustentável do setor naval, com estímulo à geração de empregos, qualificação profissional e fortalecimento do parque industrial nacional.

No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos cinco navios gaseiros. Já no Amazonas, o Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças, enquanto o Estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes (SC), será encarregado da fabricação dos 18 empurradores.

Navios gaseiros

Os contratos contemplam a construção de cinco navios gaseiros, sendo três embarcações com capacidade de 7 mil metros cúbicos e duas com capacidade de 14 mil metros cúbicos. O investimento destinado a esses navios soma R$ 2,2 bilhões e pode gerar até 3.200 empregos diretos e indiretos.

De acordo com o projeto, as novas embarcações serão até 20% mais eficientes em consumo de combustível e poderão reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa. Os gaseiros também estarão aptos a operar em portos eletrificados. A previsão é de que o primeiro navio seja lançado em até 30 meses após o início das obras, com entregas subsequentes a cada seis meses.

Barcaças e empurradores

Outro eixo dos contratos envolve a construção de 36 embarcações, sendo 18 barcaças e 18 empurradores, com investimento total de R$ 628,8 milhões. O objetivo é ampliar a eficiência logística, a segurança operacional e a competitividade no fornecimento de combustível marítimo, conhecido como bunker.

As barcaças serão construídas pelo Estaleiro Bertolini, em Manaus, com previsão de entrega da primeira unidade três meses após o início das obras. Já os empurradores serão produzidos pelo Estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes, com expectativa de entrega da primeira embarcação em até 18 meses. A fase de construção deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos e aproximadamente 4.600 indiretos, envolvendo cerca de 6.100 trabalhadores.

Projeto Handymax

Durante a cerimônia, também será realizado o acompanhamento das obras dos navios da classe Handymax. O projeto envolve investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão e tem potencial para gerar cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, as obras estão em estágio inicial, concentradas na preparação da infraestrutura industrial.

As quatro embarcações Handymax, com 15 mil toneladas de porte bruto e destinadas ao transporte de produtos ao longo da costa brasileira, estão sendo construídas em consórcio pelos Estaleiros Rio Grande, responsáveis pelo casco, e Mac Laren, em Niterói (RJ), encarregado do acabamento. Ambos os estaleiros são habilitados no Fundo da Marinha Mercante.

Programa Mar Aberto

O Programa Mar Aberto tem como objetivo a renovação e ampliação da frota nacional, desempenhando papel estratégico na logística e no fortalecimento da indústria naval brasileira, em alinhamento com os princípios da Transição Energética Justa. A iniciativa prevê aportes estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, incluindo a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores já contratados, e a previsão de afretamento de 40 novas embarcações de apoio para as atividades de exploração e produção.

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