HOME > Meio Ambiente

BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e economia verde

Linhas de crédito integram programa de inovação e visam modernizar parque industrial e ampliar competitividade do país

Aloizio Mercadante (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 10 bilhões em novas linhas de crédito voltadas à indústria 4.0 e à produção de bens de capital ligados à economia verde. As informações foram divulgadas pela Agência BNDES de Notícias.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, durante seminário realizado pela Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo. O evento debateu o acordo entre Mercosul e União Europeia e reuniu autoridades do governo federal e representantes do setor produtivo.

Os recursos fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, inserido na estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), e foram viabilizados após decisão do Conselho Monetário Nacional, que ampliou o limite de uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento à inovação. O percentual autorizado passou de 1,5% para 2,5%.

Do total anunciado, R$ 7 bilhões serão destinados à linha voltada à indústria 4.0, com taxa média de 6,5% ao ano. Os recursos devem financiar a aquisição e difusão de máquinas, equipamentos e tecnologias digitais. Outros R$ 3 bilhões serão direcionados à linha de bens de capital verde, também com taxa de 6,5%, combinando recursos do FAT com o Fundo Clima.

Durante o evento, Mercadante destacou a importância das medidas para o fortalecimento da indústria nacional. “O BNDES está apoiando a inovação e a digitalização na indústria brasileira”, frisou. “São linhas de crédito fundamentais para a modernização do parque fabril no país e, com isso, gerar o aumento da produtividade, ampliando a competitividade da indústria. O governo do presidente Lula trabalha para colocar a indústria nacional na economia do futuro, com inteligência artificial, conectividade, análise de dados e, sobretudo, gerando empregos qualificados no Brasil”.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também participou do seminário e celebrou o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. “É uma grande alegria estarmos aqui juntos, celebrando um acordo que levou um quarto de século, mas que vai ser implementado daqui a pouco, entra em vigência em 1º de maio”, afirmou.

Alckmin ainda ressaltou os impactos positivos da reforma tributária na economia brasileira. “Um estudo do Ipea mostra que a reforma tributária em 15 anos pode aumentar o PIB em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%”, disse. “Vamos dar muito mais competitividade e uma indústria ainda mais exportadora. Sem o BNDES, essas exportações todas não ocorreriam. Crédito pré-embarque, crédito pós-embarque, para a gente poder exportar mais”.

Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, avaliou que o país vive um momento favorável para a reindustrialização. “Pela primeira vez, temos condições, com reforma tributária, Nova Indústria Brasil, e acordo União Europeia-Mercosul, de fazer com que a indústria brasileira tenha, no patamar, a participação do PIB com aquilo que já acontece nos países da OCDE e nos grandes países do mundo”, afirmou.

Tebet também enfatizou o papel estratégico do setor industrial para o desenvolvimento econômico e social. “Sem indústria forte, não há emprego, não há renda, não há diminuição da desigualdade social, não há condições de garantir a dignidade da solidariedade para a população”. A ministra ainda reforçou a relevância da instituição financeira pública: “O BNDES é o nosso banco, o banco de desenvolvimento do Brasil”.

A iniciativa reforça a estratégia do governo federal de impulsionar a inovação, promover a transição para uma economia sustentável e ampliar a competitividade da indústria brasileira no cenário internacional.

Artigos Relacionados