5º Foro da CMG debate compromisso ético com avanço da Inteligência Artificial
Compromisso ético com a inteligência artificial marca foro da CMG na China, com foco no combate à desinformação e na defesa da informação autêntica
Por Luciana Oliveira, de Chongqing – Mais de 300 diretores, editores, roteiristas e jornalistas de todo o mundo participaram do evento organizado pelo Grupo de Meios de Comunicação da China (CMG), na cidade de Chongqing.
A abertura contou com a presença de várias autoridades, e Li Shulei, membro do Birô Político do Comitê Central do PCCh e ministro do Departamento de Propaganda do Comitê Central do PCCh, falou por videoconferência.
Quem também falou na cerimônia de abertura foi Yuan Jiajun, membro do Birô Político do Comitê Central do PCCh e secretário do Comitê Municipal do PCCh de Chongqing.
Após uma rodada de discursos, depoimentos e debates, os participantes assumiram o compromisso de “defender e transformar: a missão da mídia na era da inteligência”.
O esforço é para proteger a autenticidade da informação em benefício de todos, sobretudo dos países do Sul Global, historicamente mais prejudicados com as narrativas hegemônicas que invisibilizam, desinformam e desestabilizam.
Durante o evento, foi lançada por empresas de tecnologia a plataforma global de verificação de fatos “Caçador da Verdade”.
Será um canal para fornecer serviços profissionais e oportunos de verificação de fatos.
A China deixou claro que quer contribuir com a construção de uma ordem de comunicação internacional mais justa e transparente.
Com o avanço da inteligência artificial, os paradigmas de produção se multiplicaram, levando a riscos de descontrole dos limites éticos com a informação.
“A desinformação não é um risco futuro; é agora o maior e mais importante risco decorrente do uso crescente de tecnologias digitais aplicadas à produção de mídia”, disse Tshilidzi Marwala, subsecretário-geral das Nações Unidas (ONU) e reitor da Universidade das Nações Unidas.
As tecnologias que tantos utilizam para o bem, outros tantos utilizam para o mal, para desinformar, interferir e prejudicar.
As notícias falsas têm corrompido valores da comunicação e gerado polarizações perigosas nas sociedades, alimentando conflitos, confundindo as massas e anulando a inteligência natural e o pensamento crítico.
Ao final do evento, houve consenso para que todos cooperem e compartilhem oportunidades por uma comunicação mais ética e benéfica.



