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“A desordem global” de Trump custará a ruína dos EUA, diz Marcelo Uchôa

Advogado avalia que o presidente dos Estados Unidos acelera o colapso do império e abre espaço para nova ordem global com protagonismo do Brasil de Lula

Marcelo Uchôa (Foto: Jacques Antunes/Brasil 247)

247 - A estratégia internacional adotada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem potencial para provocar mudanças profundas no equilíbrio de poder mundial e levar o próprio país a um processo de declínio histórico. A avaliação é do jurista Marcelo Uchôa, que analisou os impactos geopolíticos da atuação do líder norte-americano e apontou consequências que vão além do cenário imediato da política externa.

Em publicação nas redes sociais, Marcelo Uchôa fez uma leitura crítica do momento internacional e do papel desempenhado pelos Estados Unidos sob a liderança de Trump. Segundo ele, o mundo vive uma inflexão histórica que pode resultar no fim da hegemonia construída no pós-guerra. “A ‘desordem global’ de Trump custará a ruína dos EUA (o colapso do Império), a substituição da ordem estabelecida após a II Guerra por outra com novos atores”, afirmou o advogado.

Na análise de Uchôa, a política adotada por Trump rompe com os pilares que sustentaram a influência global dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao promover instabilidade e tensionar relações tradicionais, o presidente dos Estados Unidos contribuiria para acelerar um processo de reorganização do sistema internacional, abrindo espaço para a ascensão de novos protagonistas no cenário global.

O jurista também destaca que esse contexto internacional cria uma janela de oportunidade para o Brasil. Segundo ele, a experiência e a atuação diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocam o país em posição estratégica para participar ativamente da construção de uma nova ordem mundial, mais multipolar e menos centrada nos interesses de Washington.  Não poderia haver momento melhor para o Brasil ter à sua frente o presidente Lula, que já vem lutando por isso há anos”, completou.

 

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