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Agência Internacional de Energia Atômica diz não poder verificar enriquecimento de urânio no Irã

Agência da ONU diz não conseguir verificar estoque de urânio iraniano e classifica situação como de máxima urgência após conflito

Agência Internacional de Energia Atômica diz não poder verificar enriquecimento de urânio no Irã (Foto: Reuters)

247 - A Agência Internacional de Energia Atômica informou na quinta-feira (27) que não consegue confirmar se o Irã suspendeu integralmente o enriquecimento de urânio após a guerra de 12 dias ocorrida em junho de 2025. A falta de acesso às instalações afetadas pelo conflito impede a verificação das atividades nucleares e do destino do material enriquecido.

De acordo com relatório confidencial distribuído aos Estados-membros, a agência declarou que, sem inspeções presenciais nos locais atingidos, não é possível determinar o volume, a composição nem o paradeiro do estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã. O documento ressalta que a perda de continuidade no conhecimento sobre o material nuclear previamente declarado “precisa ser tratada com a máxima urgência”.

O governo iraniano sustenta que seu programa nuclear tem finalidade pacífica. Por outro lado, a agência e países ocidentais afirmam que o país manteve um programa organizado de armas nucleares até 2003.

Segundo o relatório, o Irã possui 440,9 quilos de urânio enriquecido com pureza de até 60%, patamar próximo aos 90% considerados grau armamentista. O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, afirmou que esse volume poderia permitir a produção de até 10 bombas nucleares, caso houvesse decisão de militarizar o programa. Ele destacou, contudo, que isso não significa que o Irã detenha uma arma nuclear.

Pelas regras do organismo internacional, esse tipo de material deve ser verificado mensalmente por inspetores. A impossibilidade de acesso às instalações impactadas compromete o cumprimento desse procedimento.

Imagens de satélites comerciais analisadas pela agência indicaram movimentação regular de veículos na entrada do complexo de túneis em Isfahan, onde era produzido o gás utilizado nas centrífugas de enriquecimento. O relatório aponta que prédios do complexo, incluindo uma instalação de conversão, foram atingidos por Israel. Os Estados Unidos também lançaram mísseis contra Isfahan durante operação militar realizada em junho do ano passado.

A agência mencionou ainda atividades nas instalações de Natanz e Fordow, mas frisou que, sem inspeção direta, não pode confirmar a natureza dessas operações.

Após os ataques, o Irã autorizou ao menos uma inspeção em instalações não atingidas, com exceção da usina de Karun, que ainda está em construção e não abriga material nuclear.

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