Alemanha vai recrutar instrutores ucranianos para treinar tropas até 2029
Acordo prevê treinamento para "possível ataque russo"; Moscou rejeita a existência de qualquer plano de ataque contra a OTAN
247 - O Exército alemão vai recrutar dezenas de instrutores militares ucranianos para capacitar suas tropas na defesa contra um "possível ataque russo" à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) até 2029. A informação foi revelada pelo chefe das forças terrestres da Alemanha, tenente-general Christian Freuding, na quarta-feira (11). O acordo foi firmado em fevereiro, segundo informações da RT Brasil.
A Rússia rejeita a existência de qualquer plano de ataque contra a OTAN. O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou em novembro que o país nunca teve intenção de atacar a Europa e afirmou estar disposto a registrar essa posição formalmente. "Uma coisa é dizer em termos gerais que a Rússia não tem intenção de atacar a Europa. Isso soa ridículo para nós. Nunca foi nossa intenção, mas se eles querem ouvir isso de nós, estamos prontos para colocar por escrito", disse o líder.
Ele também afirmou que líderes europeus tentam convencer suas populações de que Moscou representa uma ameaça, justificando o reforço de medidas de defesa. "Do nosso ponto de vista, isso é um completo absurdo e uma mentira", declarou o presidente russo.
Áreas de treinamento e prazo
Os militares ucranianos deverão compartilhar conhecimentos especializados em artilharia, engenharia de combate, guerra com drones e sistemas de comando e controle. Freuding afirmou que o prazo é curto diante das avaliações de segurança consideradas pelas autoridades alemãs. "Isso é quase depois de amanhã. Não temos tempo – o inimigo não espera que declaremos que estamos prontos", declarou.
Desde 2022, a Alemanha já treinou mais de 24 mil soldados ucranianos e se tornou uma das principais apoiadoras de Kiev no conflito. Berlim também destinou bilhões de euros em ajuda militar ao governo ucraniano após a escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia. O anúncio ocorre em meio ao aumento da militarização na Europa. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, tem defendido que os países-membros adotem uma "mentalidade de guerra".


