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Ameaça de tarifas de Trump não vai pressionar a Groenlândia, diz líder local

Primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirma que a ilha manterá suas decisões soberanas diante de pressões do presidente dos Estados Unidos

Jens-Frederik Nielsen (Foto: REUTERS/Leonhard Foeger)

247 - A ameaça de novas tarifas anunciada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, não será suficiente para mudar a posição da Groenlândia sobre seu futuro político e territorial. A afirmação foi feita pelo primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, em meio à escalada de tensões diplomáticas provocada pelo interesse declarado de Washington em assumir o controle da ilha.

Segundo Nielsen, a Groenlândia seguirá defendendo o direito de decidir de forma independente, apesar das declarações e advertências vindas da Casa Branca. A informação foi divulgada pela BBC, que acompanha em tempo real os desdobramentos do impasse envolvendo Estados Unidos, países europeus e o território dinamarquês no Ártico.

Em publicação nas redes sociais, o primeiro-ministro afirmou que o apoio internacional recebido reforça o caráter democrático da Groenlândia. “O mais recente conjunto de declarações dos EUA, incluindo ameaças de tarifas, não muda essa linha. Não nos deixaremos pressionar. Mantemos firme o diálogo, o respeito e o direito internacional”, declarou Nielsen, em citação literal reproduzida pela emissora britânica.

A reação ocorre após Donald Trump anunciar que pretende impor tarifas a países que se oponham ao seu plano de assumir o controle da Groenlândia. O presidente dos Estados Unidos sustenta que a ilha é estratégica para a segurança americana e global e chegou a defender o que chamou de “controle completo e total” do território.

Nielsen participou no fim de semana de um protesto em Nuuk, capital da Groenlândia, diante do consulado dos Estados Unidos, no qual manifestantes defenderam o direito da ilha de definir seu próprio futuro sem coerção externa.

A crise também gerou reações em outros países. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou como “completamente errada” a proposta de Trump de impor tarifas a aliados, embora tenha sinalizado cautela em relação a medidas de retaliação, afirmando que uma guerra comercial não interessa a ninguém.

Na Europa continental, a ameaça tarifária elevou a tensão política e econômica. Segundo a BBC, autoridades da União Europeia passaram a discutir respostas mais duras caso as medidas anunciadas por Washington sejam implementadas, enquanto mercados financeiros reagiram negativamente ao risco de um novo conflito comercial transatlântico.

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