Kremlin diz que acompanha com preocupação planos de Trump sobre a Groenlândia
A Rússia declarou mais cedo que parte do princípio de que a Groenlândia é território da Dinamarca
247 - O Kremlin está acompanhando de perto os desdobramentos em torno da Groenlândia, afirmou nesta segunda-feira (19) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que, nos últimos dias, tem chegado um grande volume de informações preocupantes sobre o tema. As informações são da Sputnik.
“De modo geral, muitas informações alarmantes têm chegado nos últimos dias. É claro que estamos monitorando muito de perto tudo o que está acontecendo e analisando a situação”, disse Peskov a jornalistas, ao recusar-se a comentar os planos da Rússia em relação à Dinamarca e à Groenlândia.
Segundo o porta-voz, é difícil discordar da opinião de vários especialistas que acreditam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao resolver a questão da aquisição da Groenlândia, entrará para a história mundial.
Na última sexta-feira (16), Peskov afirmou que a Rússia parte do princípio de que a Groenlândia é território da Dinamarca. “Constatamos uma situação bastante contraditória. Partimos do princípio de que a Groenlândia é território do Reino da Dinamarca. Ouvimos declarações tanto da Dinamarca quanto da própria Groenlândia de que a Groenlândia não será vendida a ninguém. Também ouvimos uma declaração de Washington de que os Estados Unidos estão formulando uma oferta monetária para adquirir a Groenlândia de uma forma ou de outra”, disse Peskov a jornalistas na ocasião.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou repetidamente que a Groenlândia deveria se tornar parte dos EUA, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e para a defesa do “mundo livre”, inclusive contra a China e a Rússia. As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram os Estados Unidos contra qualquer tentativa de tomar a ilha, destacando que esperam respeito à integridade territorial compartilhada. A ilha foi uma colônia dinamarquesa até 1953. Desde 2009, permanece como parte do Reino da Dinamarca após conquistar autonomia, com capacidade de autogoverno e de definir sua própria política interna.


