Ameaças dos EUA elevam tensão com o Irã e colocam a paz global em risco
Retórica agressiva de Washington expõe perigo de guerra regional com impactos globais
247 - A mais recente troca de ameaças entre Estados Unidos e Irã revela uma escalada preocupante que agrava a instabilidade no Oriente Médio e amplia os riscos para a paz mundial. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com linguagem de aniquilação total, e a movimentação militar norte-americana reforçam um cenário de provocação que pode levar a um conflito de grandes proporções, com efeitos que ultrapassam as fronteiras regionais.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi reagiu à retórica agressiva de Trump com um artigo publicado no jornal The Wall Street Journal que demonstra como as ameaças diretas dos EUA têm sido recebidas no Irã. No artigo, Araghchi reage às advertências feitas por Trump e deixa claro que o Irã não aceitará novos ataques. “Nossas poderosas forças armadas não hesitarão em revidar com tudo o que temos se formos alvo de um novo ataque”, escreveu o ministro, ao relembrar a guerra de 12 dias iniciada por Israel contra o Irã em junho do ano passado. Ao contrário da narrativa de confronto adotada pelos EUA, o chanceler afirmou que sua posição não busca inflamar tensões. “Isso não é uma ameaça, mas uma realidade que sinto necessidade de transmitir explicitamente, porque, como diplomata e veterano, abomino a guerra”, destacou.A análise apresentada por Araghchi aponta para os riscos de uma política externa baseada em intimidações e ultimatos.
Segundo ele, uma guerra aberta teria consequências devastadoras. “Um confronto total certamente será feroz e se prolongará muito, muito mais do que os prazos fantasiosos que Israel e seus aliados estão tentando vender à Casa Branca. Certamente envolverá toda a região e terá um impacto sobre as pessoas comuns em todo o mundo”, alertou.
Os Estados Unidos mantêm o tom agressivo. Um dia antes da publicação do artigo, Donald Trump reiterou ameaças extremas ao Irã em entrevista à News Nation. “Tenho instruções muito firmes. Aconteça o que acontecer, eles vão ser varridos da face da Terra”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, em uma declaração vista por diplomatas como altamente irresponsável e potencialmente desestabilizadora para a segurança internacional.


