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Ao recordar o Holocausto, Lula diz que autoritarismo, mentira, ódio e preconceito geram o horror

Presidente destaca memória das vítimas e associa tragédia a discursos de preconceito no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 13/01/2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou suas redes sociais na terça-feira (27) para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, ressaltando a importância de manter viva a lembrança de uma das maiores tragédias da história contemporânea. Ao se manifestar, Lula associou o extermínio promovido pelo regime nazista ao avanço do autoritarismo, da mentira, do ódio e do preconceito, elementos que, segundo ele, levaram a humanidade a cometer crimes extremos contra o próprio ser humano. 

Na publicação, o presidente afirmou: “Um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo”. Em outro trecho, reforçou o alerta histórico ao declarar: “É preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída”.

A data de 27 de janeiro marca a libertação, há mais de 80 anos, dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, por tropas do Exército Vermelho da então União Soviética, força integrante da aliança que derrotou Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial. O local tornou-se o principal símbolo do genocídio promovido pelo regime nazista.

Lula também relembrou sua atuação internacional relacionada ao reconhecimento da data. Segundo ele, “ainda em 2004, em encontro com Israel Singer, do Congresso Judaico Mundial, assinei a petição à ONU para instituir o 27 de janeiro – referente ao dia em que as atrocidades do campo de concentração de Auschwitz foram reveladas – como uma data oficial”.

Auschwitz foi um dos principais centros de extermínio do nazismo. Mais de um milhão de judeus e integrantes de outros grupos perseguidos foram assassinados no local, por meio de câmaras de gás, fuzilamentos e outras práticas de morte em massa. Estima-se que o Holocausto tenha vitimado cerca de 11 milhões de pessoas, entre elas seis milhões de judeus, além de ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência, pessoas negras, soviéticos, poloneses e outros grupos considerados “inferiores” pela ideologia nazista.

No texto divulgado integralmente pelo presidente, Lula definiu a data como um marco de compromisso com valores universais. Ele escreveu: “Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”.

Além da manifestação presidencial, o Ministério das Relações Exteriores também divulgou nota oficial em homenagem às vítimas do nazismo. O Itamaraty afirmou: “No marco do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro, o Brasil presta sua homenagem às vítimas e sobreviventes”. A pasta acrescentou que, ao reiterar a condenação ao antissemitismo, o país ressalta que a preservação da memória exige ações concretas contra a desinformação, o discurso de ódio e o negacionismo histórico, especialmente no ambiente digital.

A nota lembra ainda que a data foi instituída pela Resolução 60/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentada por Israel e copatrocinada pelo Brasil, adotada em 2005, com o objetivo de promover a educação para a tolerância e prevenir a repetição de crimes de genocídio.

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