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Após atacar o Irã, Trump quer que países árabes paguem o custo da guerra

Ideia surge enquanto negociações com o Irã avançam e tensões aumentam no oriente Médio

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 20/02/2026 REUTERS/Kevin Lamarque (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

247 - A proposta de que países árabes arquem com os custos da guerra contra o Irã ganhou espaço no debate político dos Estados Unidos. A ideia, associada ao presidente Donald Trump, surge em um contexto de negociações em andamento com Teerã, ao mesmo tempo em que persistem ameaças militares na região.

Segundo a CNN Brasil, a possibilidade foi mencionada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva realizada nesta segunda-feira (30). A porta-voz indicou que a iniciativa faz parte das discussões internas do governo, embora ainda não tenha sido formalizada.

Casa Branca confirma interesse de Trump

Questionada sobre a participação de países árabes no financiamento de um eventual conflito, Leavitt afirmou que não anteciparia decisões oficiais, mas confirmou o interesse do presidente. “Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse. Ela acrescentou: “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele”.

A porta-voz também destacou que as negociações com o Irã seguem avançando, apesar das divergências públicas. Segundo ela, há diferenças entre o discurso oficial iraniano e o conteúdo das conversas privadas com autoridades americanas.

“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem. O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular”, afirmou.

Pressão por cumprimento de acordos

Karoline Leavitt também afirmou que qualquer compromisso assumido pelo Irã será rigorosamente monitorado pelos Estados Unidos. Segundo ela, Washington pretende garantir que Teerã cumpra o que for acordado nas negociações.

“Se não forem, o presidente expôs as consequências militares que o regime iraniano verá se não se mantiverem fiéis às palavras que ouvimos em conversas privadas nos bastidores”, declarou.

Ameaças militares elevam tensão

No mesmo dia, Trump adotou um tom mais duro ao comentar o cenário. O presidente afirmou que infraestruturas estratégicas do Irã, como usinas de energia e poços de petróleo, poderiam ser destruídas caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.

Apesar das ameaças, Trump indicou que as negociações seguem em curso e sugeriu mudanças no cenário político iraniano. “Já tivemos uma mudança de regime, se vocês olharem, porque o único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. É um grupo totalmente diferente de pessoas”, declarou no domingo (29). Ele acrescentou: “Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis”.

Governo dos EUA adota cautela

O secretário de Estado, Marco Rubio, apresentou uma avaliação mais prudente sobre o tema. Em entrevista a um programa de televisão, afirmou que uma eventual mudança de liderança no Irã poderia ser positiva, mas ressaltou a necessidade de cautela.

Rubio disse que seria “uma boa notícia” se o país tivesse uma liderança “que tenha uma visão mais razoável do futuro”, mas alertou que os Estados Unidos devem estar preparados para outros cenários possíveis.

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