Trump pressiona por acordo e ameaça destruir "completamente" setor energético do Irã
Declaração inclui possível ataque a usinas e poços de petróleo caso Irã não abra o Estreito de Ormuz e não avance em negociações com Washington
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ordenar a destruição completa da infraestrutura energética do Irã caso não haja um acordo entre os dois países e se o Estreito de Ormuz não for reaberto ao comércio internacional.
A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social, na qual Trump elevou o tom ao detalhar possíveis ações militares contra o país do Oriente Médio. “Os Estados Unidos da América estão em discussões sérias com um NOVO E MAIS RAZOÁVEL regime para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente ‘aberto para negócios’, concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas geradoras de eletricidade, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que propositalmente ainda não tocamos”, escreveu.
A ameaça ocorre após Trump também mencionar, em entrevista ao jornal Financial Times, a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle do petróleo iraniano. Na ocasião, ele afirmou que sua “preferência seria tomar o petróleo”, ao avaliar a hipótese de apreender instalações estratégicas como a Ilha de Kharg, principal polo de exportação de combustível do Irã.
As declarações tiveram impacto imediato no mercado internacional. O preço do petróleo registrou alta significativa, com o barril do tipo Brent ultrapassando US$ 116 nesta segunda-feira, refletindo a escalada de tensão no Golfo Pérsico e o risco de interrupções no fornecimento global.
O Estreito de Ormuz, mencionado por Trump, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, e qualquer instabilidade na região tende a provocar forte volatilidade nos preços da commodity.
O cenário reforça o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Washington e Teerã, em meio a negociações incertas e à possibilidade de ampliação do conflito na região.


