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Brasil vê Rússia como parceira na defesa de um mundo multipolar, afirma Celso Amorim

Assessor especial da Presidência disse que diálogo e reforma da ONU são prioridades da política externa brasileira

O assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim (Foto: Roque de Sá/Ag. Senado)
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247 - O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que o Brasil considera a Rússia um país alinhado à defesa de uma ordem mundial multipolar. Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o diplomata destacou a importância do diálogo entre as nações e defendeu soluções pacíficas para conflitos internacionais.

Segundo Amorim, a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca manter interlocução com diferentes potências globais. A declaração foi dada durante agenda internacional em que o assessor também se reuniu com representantes do governo russo.

“O Brasil quer ter bom diálogo com todos os países do mundo, sobretudo os países que têm grande influência no que acontece na política mundial”, afirmou Amorim à Sputnik Brasil.

O assessor citou encontros recentes do presidente Lula com líderes internacionais e destacou sua participação em conferências internacionais, além do contato com autoridades russas, como o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Serguei Shoigu, e o chanceler Sergey Lavrov.

Para Amorim, o entendimento entre os países exige disposição para ouvir diferentes perspectivas. “Acho que contribuem para haver um maior entendimento, cada um expor suas razões, mas não só expor as suas razões, mas ser capaz de entender também as razões dos outros e procurar uma solução pacífica entre as questões”, declarou.

Ao defender a tradição diplomática brasileira, o assessor ressaltou o histórico de estabilidade regional da América do Sul. “O Brasil tem fronteiras com 10 países. Há 150 anos não temos uma guerra. Então é possível. É possível”, disse.

Amorim também argumentou que divergências internacionais podem ser solucionadas por meio da diplomacia e da negociação. “Você pensa que não tem problema? Tem problema, mas a gente resolve pacificamente, na discussão, na fala, na conversa”, afirmou.

Sobre a relação com Moscou, o diplomata declarou que o Brasil identifica na Rússia uma compreensão semelhante à brasileira sobre a necessidade de mudanças na governança global. “Eu acho que o Brasil vê a Rússia como um país que tem uma compreensão de que é necessário um mundo multipolar, como eles mesmos falam”, disse.

Na avaliação de Amorim, a principal expressão institucional dessa multipolaridade seria a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “A expressão jurídica da multipolaridade é estar lá no Conselho de Segurança”, concluiu.

 

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