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China nega que esteja fornecendo apoio militar ao Irã e pede cessar-fogo

Pequim não está enviando armas ao Irã, condena ações dos EUA e de Israel e cobra retomada das negociações nucleares

Wang Yi (Foto: fmprc.gov.cn)

247 - A China negou ter fornecido apoio militar ao Irã em meio à guerra dos EUA e de Israel ao país persa e voltou a defender um cessar-fogo imediato na região. O governo chinês também reiterou que sua posição em relação a Teerã se limita ao respaldo político, afastando relatos sobre eventual envio de armas ou assistência bélica.

Segundo reportagem da Al Jazeera, o Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou explicitamente qualquer envolvimento militar com o Irã e afirmou que o apoio oferecido por Pequim não inclui cooperação armamentista.

A guerra no Oriente Médio preocupa diretamente o governo chinês, sobretudo por razões energéticas e estratégicas. A China importa cerca de 70% do petróleo que consome, sendo que aproximadamente metade desse volume transita pelo Estreito de Ormuz. Parte significativa dessas compras tem origem no Irã, além de outros países da região, como Iraque, Arábia Saudita e Kuwait.

O governo chinês condenou de forma contundente as ações dos Estados Unidos e de Israel, avaliando que as negociações nucleares recentes com o Irã avançavam de maneira promissora antes da intensificação do conflito.

Na segunda-feira (2), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, manteve conversas com os chanceleres de Omã, Irã e França. Após os diálogos, o chefe da diplomacia chinesa concluiu que Estados Unidos e Israel comprometeram  deliberadamente o processo diplomático, empurrando a região para um “estado irreversível”.

Questionado sobre possíveis ações militares iranianas, o Ministério das Relações Exteriores reforçou que a posição chinesa não inclui respaldo a iniciativas armadas.

A China é uma das principais economias que mantêm relações econômicas relevantes com o Irã. Pequim já classificou o governo iraniano como um parceiro e amigo, mantendo cooperação em diferentes áreas. Ainda assim, as autoridades chinesas insistem que sua atuação no atual cenário se limita ao apoio político e moral, ao mesmo tempo em que defendem a retomada do diálogo e das negociações como única saída para evitar uma escalada ainda maior no Oriente Médio.

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